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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

BRASIL
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011, 20h:42

ECONOMIA

Melhora classificação do risco Brasil

DANIEL LIMA
Da Agência Brasil – Brasília
A decisão da agência de classificação de risco Fitch Ratings de melhorar a classificação do Brasil pode elevar a entrada de dólares no Brasil, o que não deixa de ser um problema, na opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, quanto mais sólida a economia brasileira, mas o país tende a atrair investimentos externos e, consequentemente, dólares. “Mas é melhor ter esse problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares”, disse Mantega. O ministro não descartou novas medidas para conter o excesso de dólares destinados pelos investidores estrangeiros ao Brasil, devido à solidez econômica do país e às taxas de juros. “Esse upgrade [elevação de nível] da Fitch para o Risco Brasil, de BBB- para BBB, é o reconhecimento de que a economia brasileira está mais sólida, não apresenta riscos e está sendo bem avaliada, inclusive pelas empresas de rating”, disse. A classificação de risco feita por agências, como a Fitch Ratings, indica que, quanto melhor, mais elevado, é o rating, mais seguro é para o investidor aplicar em determinadas empresas ou país. INFLAÇÃO O Banco Central pretende agir para trazer a inflação o mais próximo possível da meta de 4,5% neste ano, afirmou uma pessoa do governo após nova piora das expectativas dos analistas para 2011 e 2012, mostrada em relatório divulgado ontem. "O BC não está conformado com a inflação em 5,6%, não vai ficar parado esperando ela chegar a 4,5% em 2012", afirmou a pessoa, sob condição de anonimato, em referência à trajetória para a inflação projetada pelo BC em seu relatório de Inflação divulgado na semana passada. Ainda segundo a fonte, o BC espera que seu índice de commoditites de março já mostre "queda acentuada", sinalizando uma melhora do cenário para os preços. A expectativa é que a partir de maio e junho os índices inflacionários mostrem desaceleração mais significativa, contribuindo para que a inflação acumulada em 12 meses passe a cair mais para o final do ano. No relatório de inflação de março, divulgado na semana passada, o BC explicitou que só pretende trazer a inflação para o centro da meta em 2012 para evitar danos excessivos à atividade após o choque de preços de commodities verificado no ano passado. No documento, a autoridade monetária disse esperar que o IPCA, que mede a inflação ao consumidor e é usado como parâmetro para as metas, chegue ao final deste ano em 5,6%. O prognostico leva em conta uma Selic estável. Ainda segundo a fonte, o BC entende que trazer a inflação para 4,5% este ano levaria o país à "recessão", e não apenas a ter um crescimento menor. As expectativas do mercado para a inflação voltaram a piorar esta semana, na primeira sondagem Focus divulgada pelo BC após a publicação do relatório de inflação.

Edição EDIÇÃO 16959




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