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BRASIL
Quarta-feira, 16 de Julho de 2014, 19h:38

SABATINA

Mais Médicos: Aécio promete mudanças

GABRIELA TERENZI e JOSÉ MARQUES
Da Folhapress – São Paulo
O candidato à Presidência da República e senador Aécio Neves (PSDB) disse ontem que irá rediscutir o atual sistema de partilha da Petrobras caso seja eleito. Atualmente, o petróleo produzido pela estatal é de propriedade do Estado, regra estabelecida em 2009. Para Aécio, o modelo anterior, de concessões, foi benéfico ao Brasil e que é preciso fazer essa discussão à luz do dia. Pelo sistema de concessão, empresas são donas do óleo produzido e pagam remuneração ao Estado como royalties, participação especial e bônus de assinatura. Aécio havia sido questionado se via espaço para mais privatizações no país. O que precisava ser privatizado foi privatizado, respondeu o senador mineiro. O que eu vou fazer é reestatizar empresas públicas que hoje foram privatizadas por interesses escusos. O tucano foi sabatinado em evento realizado pela Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan em São Paulo. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Ricardo Balthazar (Folha), Josias de Souza (UOL), Kennedy Alencar (SBT) e Patrick Santos (Jovem Pan). MAIS MÉDICOS No evento, Aécio afirmou que manterá o programa federal Mais Médicos, mas que promoverá mudanças. Nós vamos manter os Mais Médicos, vamos fazer com que eles se qualifiquem e estabelecer novas regras para os médicos. Não vamos aceitar as regras do governo cubano, disse o senador. Atualmente, as bolsas pagas aos médicos brasileiros e estrangeiros é de R$10 mil. Porém, diferentemente dos outros países, a remuneração dos profissionais cubanos é paga ao governo do país e apenas R$3.000 chegam ao bolso dos médicos. Aécio disse que esse acordo terá que ser refeito, mas não explicou como garantirá que o atual número de profissionais será mantido caso Cuba não aceite nova proposta. Hoje, cerca de 80% dos médicos do programa federal no Brasil é proveniente de Cuba. 'MEDIDAS IMPOPULARES' O candidato, que afirmou em jantar para empresários que teria coragem de tomar "medidas impopulares" para retomar o crescimento do país, disse que aprova novas regras para aqueles que entrem no setor público, como no caso das pensões por morte. Questionado se tinha propostas para uma reforma previdenciária que incluísse a revisão desse benefício, Aécio disse que discutirá com a sociedade a possibilidade de rever a legislação. ALIANÇAS PARTIDÁRIAS O tucano disse que sua fala para os partidos dissidentes da base de apoio do governo federal que suguem um pouco mais da gestão petista e, então, o apoiem, foi uma brincadeira. Nós temos que ter cuidado com essas ironias. Foi no dia em que eu recebi a notícia que o governo estava demitindo um ministro para entregar ao PR, afirmou o candidato. PASSE LIVRE Ao contrário do candidato do PSB, o ex-governador pernambucano Eduardo Campo, Aécio diz que a defesa do passe livre no transporte público não está em sua lista de prioridades. Na terça, também em sabatina, Campos disse que ele e sua vice, Marina Silva, levantarão a bandeira em campanha. O pessebista afirma que está buscando fontes e formas de como isso vai acontecer.

Edição EDIÇÃO 16968




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