O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse ontem que na reunião da coordenação política do governo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, "agilidade" e "rigor" nas investigações sobre tráfico de influência e corrupção na Casa Civil. "Venham de onde vieram as denúncias, seja da oposição ou mesmo de pessoas com antecedentes criminais, o governo é o maior interessado na completa apuração", afirmou o ministro. "O governo não vai descansar enquanto toda a verdade não vier à tona e os responsáveis não forem punidos", garantiu. A crise no governo, causada pelo escândalo da Casa Civil, tomou boa parte da reunião da coordenação política, pela manhã, no Palácio do Planalto. Antes da reunião, Lula teve uma conversa reservada com o ministro da Justiça, de quem teve um relato das providências e do inquérito aberto pela Polícia Federal, assunto tratado pelo governo como segredo de Estado, para evitar respingos na candidatura presidencial da petista Dilma Rousseff, responsável pela nomeação de Erenice para o cargo. "Nesse governo não há denúncia que não seja apurada e quem errou será punido, seja ele quem for", disse Padilha. As declarações foram dadas depois da solenidade em que o presidente assinou Medida Provisória de apoio aos esportes de alta performance, visando aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.