BRASIL
Sexta-feira, 14 de Julho de 2006, 20h:29
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ORIENTE MÉDIO
Israel voltam a atacar aeroporto; mortos chegam a 60
Aviões israelenses voltaram a atacar ontem o aeroporto de Beirute, além de atingirem estradas, centrais de elétricas e de comunicação. Foi a terceira vez que Israel atingiu o aeroporto desde o início da campanha contra o Hizbollah, há dois dias. A força aérea de Israel também atacou a principal estrada que liga Beirute a Damasco e reforçou o cerco aéreo, naval e terrestre ao Líbano. Três pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas nos novos ataques, segundo fontes da segurança. Com as novas mortes, o número de pessoas - em sua maioria civis - mortas no Líbano desde o início da ofensiva israelense chega a 60. O total de feridos já soma 143. Entre os mortos, está uma família de brasileiros, o professor libanês Akil Merhi, 34, sua mulher, Ahlam Merhi, 28, e dois filhos do casal. Eles moravam em Foz do Iguaçu (PR), estavam em férias no Oriente Médio e deveriam retornar para casa no fim de julho. Segundo o Exército de Israel, mais de 130 mísseis foram lançados pelo Hizbollah contra territórios israelenses nas últimas 48 horas, matando dois civis e ferindo mais de cem. De acordo com o Exército, a sede do Hizbollah no sul de Beirute está entre os alvos atacados hoje. O Hizbollah - que deseja libertar prisioneiros detidos em Israel - realiza ataques freqüentes com foguetes na fronteira do sul do Líbano desde 1996, quando Israel realizou uma ofensiva compra o grupo extremista na região, que durou 17 dias. A atual crise teve início há dois dias, quando o grupo extremista anunciou o seqüestro de dois soldados israelenses. Em troca da libertação dos dois reféns, o grupo exige a libertação de detentos. Entre eles, está o extremista Samir al Quntar, que cumpre 542 anos de prisão e é acusado de um seqüestro ocorrido em 1979, no qual o israelense Danny Haran, 28, e sua filha de quatro anos foram mortos. Autoridades israelenses rejeitaram a exigência. LÍBANO Israel acusa o Líbano de ser responsável pelas ações do Hizbollah, grupo apoiado pela Síria e pelo Irã que possui membros no Parlamento e no governo libanês. O governo libanês pediu ao Conselho de Segurança da ONU que intervenha para que Israel suspenda a ofensiva em sua reunião ontem. No entanto, até o momento, o premiê israelense, Ehud Olmert, e autoridades da segurança de Israel optara, por acirrar os ataques.