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BRASIL
Terça-feira, 17 de Março de 2009, 20h:29

CLODOVIL

Hospital anunciar morte cerebral

VANNILDO MENDES
Da Agencia Estado - Brasília
Uma equipe médica especializada está avaliando a viabilidade da doação dos órgãos do estilista e deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), que teve morte cerebral confirmada ontem à tarde pelo Hospital Santa Lúcia. A doação foi consentida por pessoas próximas ao parlamentar e autorizada pela Promotoria de Justiça. Clodovil, que morreu ontem aos 71 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC) na madrugada de anteontem, manifestou em várias ocasiões o desejo de doar os órgãos. Caso a doação seja considerada viável pelos médicos, serão retiradas as córneas, a íris, o fígado e o coração do deputado. O corpo do parlamentar será velado no Salão Verde da Câmara, de onde seguirá para São Paulo, onde será velado novamente. O estado de saúde do deputado, em coma profundo, piorou na tarde de anteontem em razão de uma parada cardiorrespiratória de cinco minutos. Clodovil já havia sofrido um AVC em 2007. O suplente Jairo Paes Lira, do PTC de São Paulo, assumirá a vaga do deputado. MARCA REGISTRADA Um dos mais famosos estilistas e apresentadores do Brasil, Clodovil Hernandes foi o terceiro deputado federal mais votado do País nas eleições de 2006, com 493.951 votos. Morto ontem, aos 71 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC), Clodovil concluiu uma biografia que teve na polêmica uma das principais marcas registradas. Filho de pais adotivos, Clodovil nasceu em 1937, na cidade de Elisário, interior de São Paulo. Aos 20 anos, se mudou para a capital paulista e logo se firmou como costureiro das celebridades, entre elas Elis Regina, Cacilda Becker e as famílias Diniz e Matarazzo. Na década de 1990, passou a se dedicar somente à televisão, comandando programas como o "TV Mulher", na Rede Globo, junto com Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo. Clodovil passou também pelas redes Manchete, Gazeta e RedeTV. Alvo de diversas acusações de racismo, o deputado e apresentador chegou a dizer em uma entrevista, em 2005, que perdera a conta de quantos processos respondia. Em 2004, em um de seus programas, Clodovil chamou a então vereadora de São Paulo Claudete Alves (PT-SP) de "macaca de tailleur metida a besta". No ano seguinte, disse à deputada Cida Diogo (PT-RJ) que atualmente "as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé". Ele também chamou a deputada de "feia". Eleito pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC-SP), Clodovil deixou a legenda em 2007 para integrar os quadros do Partido da República (PR-SP). Acusado de infidelidade partidária, foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira passada.

Edição EDIÇÃO 16964




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