BRASIL
Terça-feira, 16 de Junho de 2009, 20h:29
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GAROTO
Goldman, pai biológico, dá impressões negativas a S.
ALEXANDRE RODRIGUES
Da Agência Estado Rio
Embora tenha vindo a Brasília para o julgamento que cassou a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que impedia a volta do menino S. aos Estados Unidos, há uma semana, o americano David Goldman não foi ao Rio visitar o filho, como havia solicitado. Ao responder novas acusações feitas pelo americano de que a família brasileira o difama ao garoto, Sérgio Tostes, advogado do padrasto de S., João Paulo Lins e Silva, disse ontem que o próprio Goldman oferece impressões negativas ao menino ao faltar às visitas. "Há um desinteresse pelo filho. Atrapalhou o fim de semana da criança, não apareceu e nem telefonou. É claro que o menino fica aborrecido", disse Tostes. Segundo familiares, S. deixou de ir com os avós para Búzios e acordou cedo para esperar o pai na última sexta-feira, dia da visita marcada por Goldman. O menino também teria ficado esperando o pai na semana anterior, quando Goldman decidiu voltar aos Estados Unidos após a liminar do STF. Goldman disse à reportagem que voltou por motivos profissionais. Seu advogado, Ricardo Zamariola, explicou que ele se despediu do filho antes de viajar, mas confirmou que o pai biológico do garoto não pôde ir à visita de sexta. Na opinião dele, seu cliente não poderia frustrar planos de viagens porque o menino não pode sair da cidade do Rio sem autorização judicial. Por um acordo na Justiça, Goldman pode ver o filho diariamente quando está no Brasil. Segundo Zamariola, as visitas são avisadas por telegrama, mesmo instrumento usado para cancelar. Sérgio Tostes mostrou o telegrama de cancelamento. Foi endereçado, menos de duas horas antes do encontro, ao escritório de um dos advogados do padrasto. Por causa do fim de semana prolongado, a família não foi avisada. Para Tostes, o comportamento de Goldman ajuda a argumentação que manterá no processo de apelação no Tribunal Regional Federal (TRF): que S. seja ouvido. No dia do quinto aniversário da viagem do menino ao Brasil, Goldman afirmou hoje, em entrevista ao programa "Good Morning America", da rede americana ABC, que S. está sofrendo e resistindo a "uma grande pressão" da família brasileira para que o menino se volte contra ele. Uma vigília em favor de Goldman estava marcada para esta noite em seis cidades americanas.