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BRASIL
Terça-feira, 24 de Março de 2009, 20h:26

Gilmar brinca e não descarta candidatura a cargo público

Gilmar Mendes reforçou as críticas ao repasse de verbas do governo federal ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), dizendo que isso pode dar origem a grupos paramilitares no campo. "Essas organizações, mediante subsídio público, podem perpetrar a morte, o que pode levar a fenômenos que não queremos ver, como organizações paramilitares." POLÍTICA Sem descartar a possibilidade de vir a se candidatar a um cargo político, o ministro chegou a brincar dizendo que viajava muito por ser candidato, ao ter sua agenda de compromissos comparada com a da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência em 2010. "É que somos candidatos", disse. Mendes esclareceu não ter planos de deixar o STF e, questionado se descartava sair candidato, tergiversou: "Nem cuido, nem descuido. Não me cabe responder isso ainda." Um homem da plateia chegou a gritar que votaria em Mendes para presidente quando os entrevistadores perguntaram ao ministro sobre suas pretensões políticas. O presidente do STF apenas sorriu. A popularidade do ministro entre os cerca de 200 espectadores da sabatina, no entanto, não foi das mais altas. A entrevista de Mendes foi interrompida pelo menos cinco vezes por gritos vindos da plateia. Um homem chegou a se aproximar do palco protestando contra o silêncio de Mendes a respeito de Protógenes e De Sanctis. "Foi ele que transformou o senhor numa estrela", gritava o popular, que interrompeu a entrevista. "O senhor nos deve explicações por ter soltado Dantas", disse o homem antes de deixar o teatro. TUMULTO Nos minutos finais da sabatina, formou-se um tumulto em um dos acessos ao auditório. Cerca de 20 estudantes tentavam entrar com cartazes e bandeiras para protestar contra Mendes, mas foram impedidos pelos seguranças do ministro. Assim que o evento foi encerrado, com Mendes ainda no palco, ouviram-se gritos de "fascista" e "criminoso". Constrangido, ele cumprimentou alguns poucos convidados e entrou na coxia do palco. Os seguranças do ministro improvisaram uma saída pelo mezanino do teatro, para evitar a manifestação e a imprensa. Com um megafone, bandeiras da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e apetrechos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), os jovens pediam cassação para Mendes, prisão para Dantas e "medalha" para Protógenes.

Edição EDIÇÃO 16964




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