As doenças alérgicas estão sendo discutidas em um encontro que reúne, na capital fluminense, cerca de 430 médicos alergistas de todo país. Para a presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Solange Rodrigues Vale, o evento também tem o objetivo de ampliar a divulgação sobre novas técnicas e diagnósticos da doença. Entre os novos tratamentos, ela destaca o que é feito por meio da terapia sublingual. "Em termos de imunoterapia, estamos com a chegada da terapia sublingual, que tem demonstrado cada vez mais a sua eficácia [no tratamento de alergias provocadas por alimentos]. PROBLEMAS Solange Vale disse ainda que um dos maiores problemas no diagnóstico das doenças alérgicas é o desconhecimento das pessoas que não procuram imeditamente um especialista quando apresentam um quadro de alergia. O paciente que tem problemas alérgicos no nariz, procura o otorrinolaringologista; se tem problema no pulmão, procura o pneumologista; e se tem na pele, o dermatologista. Então, na verdade, as alergias devem ser vistas pelo médico alergista. Porque ele, sim, terá o conhecimento e as ferramentas para o tratamento e estará apto a fazer o diagnóstico de doenças alérgicas, disse. FALTA Apenas 5% das 32 mil equipes do Programa Saúde da Família têm um médico especializado em medicina de família e comunidade, segundo constataram médicos espanhóis especializados em atenção primária à saúde (APS). Eles avaliaram o programa brasileiro entre abril e junho deste ano. Portaria publicada anteontem pelo Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União, determina que todas as equipes do Saúde da Família deverão ter responsabilidade sanitária por um território de referência, de modo que cada usuário seja acompanhando por um agente comunitário de saúde, um auxiliar ou técnico de enfermagem, um enfermeiro e um médico generalista ou de família.