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BRASIL
Quinta-feira, 30 de Julho de 2015, 19h:16

CPI/PETROBRAS

Eduardo Cunha nega qualquer interferência nas decisões

CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil – Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ontem que não interfere nas decisões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Não participei, não participo, nem participarei de qualquer decisão sobre investigações da CPI, que tem a sua autonomia”, afirmou o deputado, em nota à imprensa. A manifestação de Cunha foi uma resposta à reportagem veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que destaca que a cúpula da CPI solicitou à empresa de investigação Kroll prioridade às investigações sobre o lobista Júlio Camargo, um dos investigados na Operação Lava Jato, que apura denúncias de corrupção na Petrobras. Cunha destacou que as “insinuações da reportagem” beiram a má-fé e negou ser o autor de constrangimentos de parlamentares em busca de sua defesa. “A participação da direção da Câmara, por meio da Diretoria-Geral, trata somente da contratação administrativa requerida pela CPI, nos termos de sua autonomia”, afirmou, ao citar a contratação da Kroll. Um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, Júlio Camargo disse, em depoimento na Justiça Federal no Paraná, que Cunha pediu US$ 5 milhões para viabilizar contrato de navios-sonda da estatal e exigiu pagamento de propina ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. De acordo com a reportagem, os aliados do parlamentar esperam ter as informações da Kroll até o fim de agosto para desqualificar a delação premiada acordada pelo lobista. DEMOROU O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que o Planalto demorou a chamar os governadores para debater a crise econômica e os projetos em tramitação no Congresso Nacional. A presidente Dilma Rousseff convidou governadores de todos os estados para uma reunião ontem no Palácio do Planalto. “O resultado da crise eles estão dividindo, que é a queda de arrecadação e a impossibilidade de cumprir os planos de investimentos. Não quero entrar no mérito da politização do processo da discussão de amanhã. Essa discussão já deveria ter sido feita há muito tempo. Nós já fizemos aqui, reunimos governadores e prefeitos”, afirmou Cunha. Para o presidente da Câmara, os governadores dependem do apoio do Executivo para que vários projetos de interesse dos estados sejam aprovados no Congresso. “Muitas das demandas dependem da vontade do governo, dependem das pautas do legislativo as quais o governo concordando ajudaria muito. É um bom momento para eles mostrarem as dificuldades que eles já mostraram aqui”, avaliou.

Edição EDIÇÃO 16964




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