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BRASIL
Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013, 21h:48

MENSALÃO

Dupla tenta entregar 37 pizzas no STF

Representantes do Movimento Novo Brasil tentaram entregar ontem 37 pizzas com os nomes de cada um dos réus envolvidos no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). As caixas eram endereçadas ao ministro Ricardo Lewandowski, que atuou como revisor durante o julgamento. "A gente trouxe 37 pizzas, simbolizando 37 réus, porque o mensalão deu em pizza, né? A gente esperava que fosse dar em outra coisa, mas não deu. Então queremos parabenizar o ministro Lewandowski. É um presente, uma forma de parabenizar pela atuação dele", afirmou a psicóloga Ana, que preferiu não informar o sobrenome. Questionada sobre o motivo de entregar as pizzas ao ministro, Ana afirmou que "a atuação dele determinou o fim do processo". "Conseguir o embargo é muito díficil, e ele conseguiu. Parabéns", afirmou, de forma irônica. Na sessão de anteontem, o ministro Celso de Mello desempatou o julgamento sobre a admissibilidade dos embargos infringentes no processo do mensalão. Dessa forma, Mello juntou-se aos ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, que entenderam que o artigo do Regimento Interno do STF, que prevê a aceitação desse recurso, ainda está em vigor. Acompanhada do analista Tarso, que também preferiu não se identificar, Ana não conseguiu entregar as pizzas. A segurança do Supremo agiu antes que a dupla chegasse à portaria principal do edifício sede da Corte. A psicóloga explicou que o Movimento Novo Brasil surgiu durante as manifestações de junho passado. "A gente só quer um Brasil justo, igualitário, e a gente esperava que esse mensalão fosse dar em alguma coisa. Mas, pelo rumo que está tomando, não vai dar em nada. Então estamos aqui parabenizando o ministro Lewandowski pela atuação dele durante esse processo", completou. Dos 38 réus do processo, 25 foram condenados pelo Supremo. Contudo, apenas 12 teriam direito a apresentar os embargos infringentes. São os casos de João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg, que nas condenações por lavagem de dinheiro obtiveram ao menos quatro votos a favor. Outros oito réus (José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Roberto Salgado) foram condenados por seis votos a quatro no crime de formação de quadrilha. Simone Vasconcelos também obteve quatro votos favoráveis no crime de quadrilha, mas a punição prescreveu, e ela não pode mais pagar por este crime. No entanto, ainda poderá recorrer, reivindicando que sua pena seja recalculada.

Edição EDIÇÃO 16965




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