BRASIL
Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 19h:10
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INVESTIGAÇÃO
Dono de restaurante que explodiu depõe no Rio
O dono do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, chegou ontem por volta das 15h15 à delegacia para depor sobre a explosão ocorrida no estabelecimento na última quinta, no centro do Rio. Antes de entrar na sala do delegado, na 5ª DP, ele chorou. A explosão do restaurante, na praça Tiradentes (centro), deixou três mortos e 17 feridos. De acordo com a polícia, já foram ouvidos 15 envolvidos no caso, entre eles o síndico do prédio onde ficava o Filé Carioca, que informou que Carlos sabia da ilegalidade do gás naquele ambiente. No domingo, seis cilindros de gás foram retirados do subsolo do edifício Riqueza, onde funcionava o restaurante. O advogado do Filé Carioca confirmou que os botijões eram usados pelo estabelecimento. A polícia investiga se houve vazamento desses botijões através de uma mangueira danificada achada no local. Segundo policiais, havia uma fissura na mangueira que estava envolvida com fita isolante. Imagens divulgadas anteontem pelo "Fantástico", da Rede Globo, mostram que a explosão também foi sentida em um hotel vizinho ao restaurante. As imagens mostram que um hóspede cai com o impacto. Uma mulher sofreu ferimentos na cabeça. FISCALIZAÇÃO Depois da explosão que matou três pessoas e deixou 17 feridas no centro do Rio, na semana passada, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, afirmou que a corporação vai intensificar a fiscalização em restaurantes cidade. Segundo os bombeiros, a explosão no restaurante Filé Carioca foi provocada pelo vazamento de gás de cilindros estocados irregularmente. Simões pedirá, à Prefeitura do Rio, uma lista com os nomes dos restaurantes que funcionam com alvarás provisórios, para iniciar as vistorias nesses locais. O objetivo da ação é reprimir irregularidades como as que podem ter ocasionado a explosão no Filé Carioca, na semana passada. Os bombeiros também querem acompanhar, de perto, a situação desses estabelecimentos. Para o assessor jurídico do Sindicato dos Hotéis Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), Ricardo Rielo, a atitude do Corpo de Bombeiros é positiva. Ele alerta, no entanto, que o comércio de gás em botijões e cilindros também deve ser fiscalizado.