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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 08 de Agosto de 2015, 11h:48

NÃO LARGA O OSSO

Dilma Rousseff diz que aguenta ameaças

Presidente fez a declaração em Roraima, durante entrega de casas populares e assegurou que democracia é respeito ao voto popular

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, durante a entrega de casas populares em Roraima, que ela é uma pessoa que "aguenta ameaças" e que uma democracia "respeita a eleição direta pelo voto popular". Além de dificuldades na economia, Dilma enfrenta a pior crise política desde o início do primeiro mandato, com setores da oposição defendendo o afastamento da presidente e membros do PSDB pedindo novas eleições. No Congresso, o governo sofre sucessivas derrotas e encontra dificuldades para reunificar a base aliada, que se pulverizou e não é mais garantia para aprovação de matérias na Câmara e no Senado. A popularidade da presidente também vive o pior momento. Segundo o instituto Datafolha, o governo Dilma tem o maior índice de reprovação (71%) desde a redemocratização do país. "Sou uma pessoa que aguenta ameaças. Sobrevivi a grandes ameaças à minha própria vida. Uma democracia respeita a eleição direta pelo voto popular. Eu respeito a democracia do meu país. Eu honrarei o voto que me deram", declarou a presidente na cerimônia de entrega de um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida em Boa Vista. Dilma afirmou que os votos recebidos na eleição do ano passado dão a ela "legitimidade" para governar. A presidente disse respeitar a democracia porque sabe o que é uma ditadura – Dilma foi presa política e vítima de tortura durante o regime militar. “Eu respeito a democracia do meu país. Eu sei o que é viver numa ditadura. Por isso, eu respeito a democracia e o voto. E podem ter certeza: além de respeitar, eu honrarei o voto que me deram. A primeira característica de quem honra o voto que lhe deram é saber que ele é a fonte da legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu”, afirmou. A uma plateia formada em sua maioria por beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida, Dilma disse também que vai se esforçar para garantir a estabilidade política. Sem entrar em detalhes, afirmou que trabalhará “incansavelmente” por isso. “Me comprometo a contribuir e a me esforçar pela estabilidade. O país tem uma democracia e, por isso, devemos respeito entre os poderes, entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. E eu me disponho a trabalhar incansavalmente para assegurar a estabilidade política do nosso país”, declarou. Economia – A presidente dedicou parte de seu discurso para falar sobre o atual cenário econômico do país. Ao reconhecer que o Brasil passa por “dificuldades”, ela destacou que o país é “muito mais robusto” do que em anos anteriores e citou que as reservas cambiais ultrapassam os US$ 300 bilhões. “É fato que o Brasil passa por dificuldades, mas é fato também que nós somos hoje um país muito mais robusto e muito mais forte. Pensem na família de vocês. Antes, o Brasil, quando havia qualquer problema, interno ou externo, tendia a ter dificuldade para pagar suas contas externas. Ou seja, não tinha dólar para pagar as contas. Hoje o nosso país tem mais de US$ 300 bilhões de reserva. Ou seja, nós não quebramos”, disse. Ao ser anunciada pelo mestre de cerimônias, a presidente Dilma foi ovacionada pela plateia, que entoou o grito "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma!". Formada em sua maioria por beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, a plateia também aplaudiu a presidente em diversos trechos de seu discurso.

Edição EDIÇÃO 16969




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