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BRASIL
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013, 20h:51

CÂMARA/SENADO

Dilma e Temer reafirmam indicações para comando

Dilma e Temer contemplaram a necessidade de manter uma aproximação permanente com o aliado PSB

A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer reafirmaram em encontro ontem os nomes indicados pelo PMDB para presidir Câmara e Senado a partir de fevereiro, em conformidade com o acordo firmado entre PT e PMDB, as maiores bancadas do Congresso. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, não foram debatidas durante a reunião as recentes denúncias publicadas na imprensa envolvendo os favoritos para os postos - Renan Calheiros (PMDB-AL) deverá assumir o comando do Senado, enquanto Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é o favorito para presidir a Câmara. Reservadamente, Temer avalia que já era esperado o bombardeio voltado para Renan e Henrique Eduardo Alves, em função dos postos que pretendem assumir, mas que as denúncias, sobretudo envolvendo o deputado, não foram suficientes ainda para abalar a candidatura. O favoritismo de ambos não considera, porém, resistências internas entre os parlamentares e o próprio partido - cuja maior evidência está na candidatura independente de Rose de Freitas (PMDB-ES), atual vice-presidente da Câmara - nem as disputas envolvendo a sucessão da liderança do PMDB na Câmara e no Senado. Renan e Henrique Eduardo Alves são os atuais líderes nas respectivas Casas. A reunião entre Dilma e Temer foi definida durante contato telefônico no domingo à noite. Já nessa conversa prévia foi feita uma análise ampla do cenário político para 2013 - ano pré-eleitoral - novamente debatida na reunião de ontem. A análise debatida por Dilma e Temer contemplou, por exemplo, a necessidade de manter uma aproximação permanente com o aliado PSB. Dilma, inclusive, se reúne no início da noite desta segunda-feira com o governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos. Como se tratou do primeiro encontro formal entre Dilma e Temer neste ano, outras questões de governo foram debatidas, como um roteiro prévio de viagens internacionais no horizonte próximo. A aguardada troca no primeiro escalão do governo, prevista para meados de janeiro, não foi objeto de discussão do encontro, que durou pouco mais de uma hora. CÂMARA O líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), afirmou ontem que o apoio da sigla à candidatura do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), à presidência da Câmara está mantido mesmo após as denúncias publicadas neste fim de semana. "No momento, não há nenhum elemento objetivo que mude o entendimento nosso em relação à posição sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara", disse Araújo. O líder tucano afirmou que a decisão de apoiar o líder do PMDB para assumir o comando da Casa foi unânime dentro da sigla. Segundo ele, até o momento, não foi questionado por seus liderados sobre a situação de Alves ou sobre o apoio do partido ao potiguar. Araújo afirmou que a aliança com Alves deve ser mantida, a não ser que haja situações que inviabilizem o apoio por parte não só do PSDB, mas de qualquer partido. "Não identificamos nada que mude o rumo do apoio ao Henrique Eduardo Alves. O apoio está mantido mediante das coisas que estão postas", disse. Emendas parlamentares de Henrique Eduardo Alves beneficiaram a empresa da qual Aluizio Dutra de Almeida, tesoureiro do partido no Rio Grande do Norte e assessor do deputado na Câmara desde 1998, é sócio. A empresa de Almeida recebeu pelo menos R$ 1,2 milhão do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), órgão federal que teve seu comando indicado por Alves. Segundo a revista "Veja", o líder pemedebista contratou uma empresa de aluguel de veículos registrada em nome de uma laranja - ligada a um conhecido ex-assessor de seu partido.

Edição EDIÇÃO 16962




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