BRASIL
Quinta-feira, 04 de Junho de 2009, 19h:37
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VÔO TRÁGICO
Destroços não têm marca da Air France
Não é possível confirmar se o suporte de madeira e as boias recolhidas no Oceano Atlântico são do Airbus A330
O comandante do 3º Distrito Naval, almirante Edison Lawrence Mariath Dantas, afirmou ontem, que ainda não é possível confirmar se o suporte de madeira e as boias recolhidas no Oceano Atlântico são do Airbus A330 da Air France. "As informações que nós obtivemos com a Força Aérea é que normalmente essas bases de carga são de alumínio, não de madeira. As boias não têm identificação", explicou. A 80 km do local onde foram encontrados esse material, os tripulantes da fragata Constituição recolheram amostras de óleo de uma mancha existente no mar para análise. "Aparentemente, não parece ser combustível de navio e sim querosene de aviação", ressaltou o almirante. Dantas explicou, ainda, que a situação do mar na área das buscas é tranquila e que o resgate de corpos das possíveis vítimas não é impossível. "Impossível não é. Mas, até o momento, não localizamos nenhum". Buscas - O helicóptero embarcado na fragata Constituição, da Marinha do Brasil, recolheu os primeiros objetos do Airbus da Air France, em uma área a 500 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). De acordo com nota do Comando da Aeronáutica, foi resgatado um suporte para acomodação de cargas em aviões (pallet), de aproximadamente 2,5 metros, e duas boias. Os objetos recolhidos foram vistos pelo avião C 130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB). Mais cedo, o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, afirmou que os destroços visualizados a cerca de 700 quilômetros de Fernando de Noronha, em quatro novos pontos, podem fazer parte da área interna do avião. De acordo com o militar, em entrevista concedida na sede do Cindacta III, em Recife, os objetos têm partes metálicas e não metálicas nas cores amarela, branca e marrom. Atualmente, a Aeronáutica confirma a existência de 15 pontos com destroços, distribuídos em seis áreas. Três semanas - O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, informou que o presidente Nicolas Sarkozy acredita que há uma possibilidade mínima de encontrar sobrevivente. "Não há anúncio oficial, apenas fala-se em desaparecimento. Na França só o procurador da República pode anunciar as mortes e mesmo assim, só depois de três meses do desaparecimento. Com muitas evidências em três semanas". Ele afirmou ainda que não há evidências de que a causa do acidente com o avião Airbus da Air France tenha sido um ataque terrorista. "É possível. Nenhuma hipótese pode ser afastada, mas não há evidências", afirmou em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 4. Ele fez questão de ressaltar que o governo francês não está escondendo nenhuma informação e que o modelo do avião que desapareceu no Atlântico na segunda-feira, é seguro, tanto que ele voltará para a França num Airbus. De acordo com o ministro, as investigações sobre a causa do acidente serão feitas por um organismo jurídico independente - que é o responsável pelo inquérito - e estarão disponíveis diariamente no site da embaixada da França. O ministro francês afirmou que veio ao Brasil em nome do presidente Sarkozy apresentar condolências e votos de amizade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.