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BRASIL
Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013, 20h:17

CASO JOAQUIM

Delegado não acredita no padrasto

O delegado Paulo Henrique Martins, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), declarou ontem que não acredita em uma das declarações dadas por Guilherme Raymo Longo, padrasto do menino Joaquim Pontes Marques, 3 anos, encontrado morto em um rio na cidade de Barretos domingo. O corpo de Joaquim Pontes Marques, 3 anos, foi enterrado na tarde de ontem no cemitério municipal de São Joaquim da Barra (SP), a 396 quilômetros da capital paulista. O promotor Marcos Tulio Nicolino, que acompanha as investigações do caso do menino Joaquim Pontes Marques, 3 anos, disse que declarações da mãe do garoto dão a entender que Joaquim possa ter sido vítima de superdosagem de insulina, aplicada pelo padrasto. Segundo a versão dado por Guilherme, no dia em que Joaquim desapareceu, ele teria saído para comprar drogas. "Ele é usuário, dependente, mas não acredito nessa versão dele de que ele tenha saído da casa com a finalidade para comprar drogas(...). Indícios que a gente tem é de que, quando ele saiu da residência, saiu com Joaquim”, falou o delegado. De acordo com a polícia, a linha de investigação é a mesma desde o desaparecimento do menino, na terça-feira da semana passada. “O que a gente sabe é aquilo que estamos investigando desde o início: a residência não tinha sinais de arrombamento e o casal estava dentro da casa. Estamos dependendo agora do resultado das perícias”, falou. A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe, Natália Mingoni Ponte, e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. Domingo, um novo pedido foi feito após o corpo ter sido encontrado e, dessa vez, acatado pelo juiz. Para o delegado, divergências nas declarações dos dois os colocaram como principais suspeitos no caso. “As palavras da mãe divergem em alguns comportamentos do padrasto”, falou Paulo Henrique Martins.

Edição EDIÇÃO 16964




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