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BRASIL
Terça-feira, 14 de Agosto de 2012, 21h:08

CASO CACHOEIRA

CPI reconvoca Cachoeira e quebra sigilo de Andressa

Na sessão de ontem da CPI do Cachoeira, ficou decidido a reconvocação do contraventor. Não há data definida para o novo depoimento. Cachoeira já foi à comissão em maio, mas ficou em silêncio. Na mesma sessão foi aprovada a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico de sua noiva, Andressa Mendonça. Sua noiva, que também já foi convocada pela comissão, passou a ser considerada integrante do esquema após as denúncias de que teria tentado chantagear um juiz federal. A sessão pediu também a quebra de sigilos de outras empresas acusadas pela Polícia Federal de envolvimento com os negócios do contraventor e de novos números de telefone do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O tucano já prestou esclarecimentos à CPI, mas pode ser reconvocado em razão das denúncias recentes publicadas pela revista Época. De acordo com a publicação, Perillo teria recebido propina para liberar pagamentos do governo à construtora Delta, empresa apontada pela Polícia Federal como integrante do esquema de Cachoeira. Foram aprovadas as convocações dos procuradores do Ministério Público Federal em Goiás Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira. Ambos trabalharam nos inquéritos relacionados às operações da PF que investigaram os negócios de Carlinhos Cachoeira. Foi convidado a falar aos parlamentares também o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), cujo nome é mencionado nas investigações da PF. Ao final da sessão, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), anunciou que o empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, será ouvido no dia 28 de agosto. A construtora é apontada pela PF como integrante do esquema de Cachoeira. O requerimento para a criação de sub-relatorias na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Cachoeira foi rejeitado ontem por 16 votos a favor e 4 contrários. A proposta já havia sido rejeitada, mas, como foi apresentado novo requerimento propondo a divisão dos trabalhos, o colegiado voltou a debater o assunto. O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), manifestou-se contra a divisão em sub-relatorias. Já o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que a divisão dos trabalhos ajudaria a tarefa do relator de conduzir as investigações. PAGOT O ex-diretor-geral Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot vai prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira no próximo dia 28. A data foi anunciada pela secretaria da comissão.

Edição EDIÇÃO 16968




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