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BRASIL
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009, 23h:58

Com medo, deputados distritais somem da Câmara

LISANDRA PARAGUASSÚ
Da Agência Estado - São Paulo
Sob pressão de manifestantes e com nove dos 24 integrantes da Câmara Legislativa envolvidos no escândalo do mensalão, os deputados distritais alegaram insegurança para evitar aparecer na Casa. A escolha de um novo corregedor para dar seguimento ao processo de quebra de decoro por parte de nove parlamentares ficou adiada para a próxima terça-feira. Cerca de 50 manifestantes, passaram a noite na Câmara. Assim que amanheceu, no entanto, o número foi crescendo. No início da tarde já havia cerca de 100. Depois de uma reunião com a mesa diretora da Casa, o grupo deixou o plenário e se concentrou nas galerias e nos corredores, esperando a eleição do novo corregedor. O atual, Júnior Brunelli (PSC), é um dos que aparecem recebendo dinheiro no mensalão do Distrito Federal e, inclusive, lidera a oração pelo bem-estar do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, que fazia o pagamento. SESSÃO O presidente interino da Casa, Cabo Patrício (PT), chegou a abrir a sessão, para fechá-la em seguida por falta de quórum. "Aos manifestantes que estão na galeria queria avisar que os parlamentares anunciaram que não vêm à Casa por que não se sentem seguros", disse Patrício. Em seguida, o grupo voltou para o plenário. Dessa vez, de forma organizada e pacífica, chegaram a esperar pela autorização dos seguranças. "Nós garantimos todas as condições para que eles trabalhassem. Só não garantimos impunidade para eles fazerem o que quiserem aqui escondidos. Se for para eles trabalharem nós sairemos do plenário, mas não vão ficar aqui num castelo fechado", disse Paíque Duque Lima, um dos líderes do movimento.

Edição EDIÇÃO 16968




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