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BRASIL
Sexta-feira, 17 de Julho de 2009, 20h:18

FRIPE SUÍNA

Cidades fronteiriças terão ajuda

LÍGIA FORMENTI e ANA CONCEIÇÃO
Da Agência Estado – Brasília
O Exército vai ajudar nas ações de prevenção da gripe suína em regiões de fronteira do País. Serão enviados 78 militares para 24 cidades, espalhadas em 10 Estados. A tarefa principal será distribuir folhetos com informações sobre a doença e auxiliar no preenchimento da Declaração de Viajantes, documento que passou a ser usado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O número de equipes, no entanto, poderá aumentar caso seja necessário. O envio dos militares atende a um pedido feito no início deste mês pela Anvisa. A ideia inicial é que entre dois a oito militares sejam deslocados para as cidades consideradas prioritárias. O objetivo maior é ampliar a prevenção em municípios onde há grande fluxo de viajantes, como fronteiras do Brasil com Argentina, Uruguai e Paraguai. Além disso, serão enviadas equipes para as regiões Norte e Centro-Oeste, informou o Ministério da Defesa, por meio da assessoria de imprensa. A previsão inicial é de que as equipes trabalhem na região por um período de 90 dias. Segunda-feira, militares destacados para a operação deverão receber orientações das coordenadorias regionais da Anvisa. O Estado que vai receber maior número de equipes será o Rio Grande do Sul. Ao todo, nove cidades gaúchas contarão com militares. Grupos também serão enviados para duas cidades no Paraná, duas em Roraima, três em Mato Grosso do Sul, uma em Santa Catarina, uma em Rondônia, uma em Mato Grosso, três no Acre, uma no Amapá e outra no Amazonas. VACINA O Instituto Butantan, de São Paulo, ainda não recebeu a fórmula da vacina contra a gripe suína da Organização Mundial de Saúde (OMS), prevista para ser enviada no início do mês, o que torna inviável a produção do imunizante contra o vírus H1N1 ainda este ano, de acordo com a assessoria da instituição brasileira. O motivo do atraso não foi esclarecido e o Butantan informou que não se pronunciará sobre o assunto, por enquanto. O Butantan é o único laboratório na América Latina onde são fabricadas vacinas contra a gripe comum e também será o local de onde sairá a imunização contra a gripe A. É a OMS que determina quais as variedades de vacinas contra gripe serão produzidas no mundo todos os anos. No caso do influenza A, depois de monitorar os subtipos do vírus que circulam no planeta, a organização envia uma espécie de "receita" da vacina para cada país. No caso do Brasil, essa fórmula já deveria ter chegado. Informações do instituto e da OMS dão conta de que são necessários ao menos seis meses para que a vacina seja liberada para a população, após o recebimento da receita. Antes, é necessário averiguar se a vacina confere imunidade e se não há efeito tóxico dos componentes. Depois, o produto é testado em animais, como camundongos, para então serem iniciados os testes clínicos em humanos. Em entrevista concedida à Agência Estado no fim de junho, o presidente da Fundação Butantan, Isaías Raw, afirmou que o fato de o Instituto Adolfo Lutz ter conseguido isolar o vírus H1N1 deve agilizar testes com a doença. Raw lembrou que o Butantan tem as vantagens de ter a única fábrica de vacinas da América Latina, os meios de cultura em ovos fertilizados e o chamado adjuvante, produto que permite quadruplicar uma dose da substância. Ele também ressaltou ser desnecessária a fabricação de vacinas para toda a população. O Butantan deve inaugurar em novembro uma fábrica com capacidade para produção de 1 milhão de doses de vacinas.

Edição EDIÇÃO 16961




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