BRASIL
Terça-feira, 05 de Maio de 2009, 20h:45
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CONTRASTES
Chuva no Nordeste e seca no Sul
Além de quatro Estados do Nordeste que sofrem danos devido às fortes chuvas - Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia -, o Pará e o Amazonas, na região Norte, também contabilizam os estragos provocados pelas cheias dos rios da bacia amazônica. Ao todo, aproximadamente 664 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Piauí e também no Maranhão para sobrevoar as áreas afetadas pelas chuvas. No Nordeste, a situação é pior no Maranhão, onde o número de afetados passa de 154 mil. No Piauí, com a capital Teresina debaixo d'água e as aulas foram suspensas nas escolas públicas. Mais de 26 mil foram desalojadas no Ceará em um mês de chuvas, que causaram sete mortes. Na Bahia, a Defesa Civil registrou nesta terça-feira deslizamentos de terras em Salvador, que deixaram quatro feridos. Ao menos 26 mil pessoas tiveram de deixar suas casas devido às chuvas que atingem o Ceará desde o início de abril, informou a Defesa Civil do Estado. Destas, 11.065 estão desabrigadas - dependem de abrigos públicos - e outras 15.507 ficaram desalojadas, ou seja, estão hospedadas com familiares e amigos. Sete pessoas morreram em decorrência das enchentes. REGIÃO NORTE No Estado do Pará, as regiões mais atingidas pelas cheias no Pará são o baixo Amazonas e Tapajós, onde o nível do rio já está a 8,5 metros acima do nível normal. De acordo com a Defesa Civil Estadual, aproximadamente 32 mil foram afetadas pelas cheias - ao menos mil estão desalojadas. São 28 municípios em situação de emergência. Em Altamira, onde o impacto foi maior por causa da enxurrada que aconteceu no dia 12 de abril, cerca de 2.600 famílias foram atingidas. SECA O número de municípios do Rio Grande do Sul em situação de emergência em razão da estiagem chegou ontem a 168. A lista foi ampliada com a inclusão de Marcelino Ramos, Novo Tiradentes, Nova Alvorada, Tunas, São Jorge e Nova Ramada. Nas regiões mais atingidas, o norte, o noroeste, o oeste e o sul, os agricultores lamentam a quebra da safra de milho e feijão e a queda na produção do leite. Em duas cidades há racionamento de água e em diversas outras as prefeituras abastecem as comunidades rurais com caminhões-pipa.