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BRASIL
Segunda-feira, 24 de Março de 2014, 22h:33

OPOSIÇÃO EM ATAQUE

Campos apoia CPI contra a Petrobras

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, PSB, pré-candidato à presidência da República quer a criação de uma CPI na Petrobras

O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, afirmou ontem ver a possibilidade de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a compra feita pela Petrobras de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, apenas 'se os esclarecimentos não forem suficientes'. Campos conversou com a imprensa após o evento do Dia da Mulher, no Teatro Guararapes, em Olinda. "Nossos senadores pediram a presença no Congresso Nacional dos responsáveis pela Petrobras, seja do seu conselho, seja da sua direção executiva, para esclarecer tudo isso. Ao mesmo tempo, nós oficializamos [pedido de informação] ao Ministério Público, já que temos conhecimento que há ações na Justiça já referentes a essas questões. Caso esses esclarecimentos não sejam suficientes, aí nós entendemos que vai ser o caso efetivamente de se pedir uma Comissão Parlamentar de Inquérito", apontou o presidente do PSB. As iniciativas para investigar a estatal brasileira e o governo Dilma Rousseff se intensificaram na última quarta-feira, quando o jornal "O Estado de S.Paulo" publicou reportagem informando que, à época em que presidiu o Conselho de Administração da Petrobras, a chefe do Executivo concordou com a compra da refinaria norte-americana. Após uma batalha judicial com a sócia belga da Petrobras no negócio, a operação comercial acabou custando US$ 1,18 bilhão aos cofres da empresa brasileira. Segundo denúncias de um ex-funcionário da companhia, US$ 250 milhões teriam sido desembolsados, entre 2005 e 2011, em propina, dos quais US$ 139 milhões teriam sido destinados a funcionários da Petrobras. No fim de 2013, a SBM Offshore, que tem contratos com a companhia brasileira para aluguel de plataformas, admitiu em uma nota a existência de investigação interna para apurar práticas impróprias supostamente cometidas por funcionários. A transação é objeto de investigação do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal (PF) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Em nota, o Palácio do Planalto informou que a presidente só aprovou a compra da refinaria, em 2006, devido a um parecer "falho". Ontem, o mesmo jornal traz a informação de que a Petrobras abriu mão de cobrar da Venezuela o pagamento por uma dívida feita pelo Brasil para o início da construção da Refinaria de Abreu e Lima, no Litoral Sul de Pernambuco. "A cada dia, uma surpresa, a cada dia uma notícia diferente. [...] Está havendo problema, a gente precisa saber qual o tamanho desse problema para saber a solução, inclusive", afirmou Campos.

Edição EDIÇÃO 16961




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