Antes da votação, o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) criticou o dispositivo do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) que baseia o custo das obras
O Plenário rejeitou, ontem, simbolicamente, o destaque do PDT que pretendia excluir da Medida Provisória 527/11 a limitação das novas regras de licitações previstas no Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) a obras relacionadas às copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014) e das Olimpíadas e Paraolimpíadas (2016). A Câmara já havia aprovado o projeto de lei de conversão do deputado José Guimarães (PT-CE) no dia 15 de junho, e ontem à noite analisou os destaques apresentados ao texto. Também ontem, o Plenário rejeitou, por 264 votos a 88, o destaque do DEM que queria excluir do texto da Medida Provisória 527/11 todo o capítulo com novas regras para licitação de obras. Até o fechamento desta edição havia ainda cinco destaques de bancada para votação em separado pendentes de análise. Um acordo entre as lideranças, firmado na semana retrasada, determinou a votação nominal de cinco deles uma delas, sobre destaque do DEM, já foi realizada. O Plenário também rejeitou, por 310 votos a 96 e 2 abstenções, o destaque do PSDB à Medida Provisória 527/11 que pretendia excluir do texto a obrigatoriedade de a administração pública usar os preços das tabelas do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias (Sicro) para encontrar o custo global de obras e serviços de engenharia. CRÍTICA Antes da votação, o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) criticou o dispositivo do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) que baseia o custo das obras na tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Segundo ele, a tabela já foi denunciada pela Polícia Federal, que verificou superfaturamento nos preços. O governo, em vez de corrigir as suas mazelas, comete um grave crime na utilização dessas tabelas acusadas pela Polícia Federal. O que deveria fazer é corrigir isso, cobrou ele, durante a análise dos destaques ao projeto de lei. Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), esse ponto do texto determina a referência em preços inchados. Já os governistas argumentaram durante a votação que a oposição estava embaralhando o debate.