BRASIL
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011, 14h:56
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RETORNO
Brasileiros começam a deixa a Líbia
RENATA GIRALDI e CAROLINA PIMENTEL
Da Agência Brasil - Brasília
A maioria dos 600 brasileiros que estavam na Líbia retornou ao Brasil, segundo o Ministério das Relações Exteriores. O número preciso ainda está sendo levantado. No entanto, os interessados em sair de Trípoli tomaram voos ontem em direção à Europa. No entanto, em Benghasi, segunda maior cidade líbia, o navio que transportará brasileiros, portugueses, espanhóis e um tunisiano aguarda para atracar. O navio partiu anteontem à tarde da costa da Grécia e chegou na costa líbia no começo da manhã de ontem, mas não conseguiu atracar porque há uma fila de embarcações à espera de espaço. O transporte está sob coordenação da empresa Queiroz Galvão e do Itamaraty. A previsão é que o navio parta ainda hoje de volta a Atenas com 148 brasileiros, 48 portugueses, 20 espanhóis e um tunisiano. Em Atenas, o grupo poderá seguir viagem para os respectivos países. De anteontem para ontem, segundo diplomatas, cinco voos com funcionários de construtoras que estavam em Trípoli deixaram o país. As empresas Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Odebrecht mantinham escritórios na capital líbia. A Petrobras disse ter apenas um pequeno grupo de trabalhadores no país árabe. Apesar do agravamento da situação na Líbia, o Itamaraty informou que não há registros de casos de violência nem agressão contra brasileiros. O clima é mais tenso em Benghasi, devido aos bombardeios mais intensos. Desde o último dia 15, há protestos contra o governo de Muammar Khadafi. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, rechaçou os atos de violência cometidos contra os manifestantes por forças policiais. No entanto, rebateu a possibilidade de sanções à Líbia. Segundo ele, o Brasil é favorável à busca do diálogo e o fim negociado do impasse. EMBAIXADOR Em árabe e sem dar espaços para perguntas, o embaixador da Líbia no Brasil, Salem Ezubedi, reiterou ontem, durante pronunciamento de cerca de uma hora, que ficará no cargo para ser fiel ao seu país. Quase no mesmo momento em que ele fazia essa afirmação, o embaixador líbio na Jordânia, Mohammed Hassan al-Barghathi, anunciava sua renúncia ao posto. No total, 11 embaixadores deixaram suas funções por divergir do governo Muammar Khadafi. Ezubedi disse ter sido pressionado nos últimos dias para deixar o cargo, mas descartou essa possibilidade. Segundo ele, antes de convocar a imprensa brasileira, ele se reuniu com conselheiros. Essa foi a primeira vez que o embaixador fez um pronunciamento a jornalistas brasileiros.