Pelo menos 50 pessoas foram mortas ontem em um atentado suicida realizado contra um funeral próximo à cidade iraquiana de Baquba. O homem-bomba detonou explosivos durante o cerimonial fúnebre de dois homens que haviam morrido lutando contra militantes da rede Al-Qaeda. Um dos feridos disse que o funeral era para dois membros de uma unidade de segurança apoiada pelos Estados Unidos mortos recentemente. A Al-Qaeda é apontada como provável responsável, depois do grupo sunita prometer ataques a unidades de segurança de bairros, que têm o apoio norte-americano. O ataque foi um dos mais sangrentos no Iraque em meses e enfatiza a capacidade de militantes de promover a destruição, apesar da queda geral nos níveis de violência, o que levou os EUA a iniciarem a retirada de tropas. A polícia disse que o agressor detonou um colete com explosivos em uma vila sunita próxima à cidade de Adhaim, na província de Diyala. "De repente uma bola de fogo tomou conta do funeral. Eu caí no chão. Vi corpos espalhados por todos os lugares", disse Ali Khalaf, um dos feridos, que foi levado para a cidade de Tuz Khurmato para tratamento. Ele disse ter visto corpos serem empilhados em uma picape. Recentemente, a província ao norte de Bagdá tem sido alvo de fortes operações militares das forças de segurança do Iraque e dos Estados Unidos. Na terça-feira, uma bomba plantada em pleno centro da cidade matou pelo menos 30 pessoas e feriu pelo menos outras 50. Membros da comunidade sunita local têm engrossado as fileiras milícias alinhadas aos Estados Unidos e ao governo iraquiano contra os militantes da rede extremista. Segundo as autoridades, a rede Al Qaeda se agrupou nas províncias do norte do Iraque, como Diyala, após ser expulsa da província ocidental de Anbar e de Bagdá. Os rebeldes da Al Qaeda são freqüentemente acusados por atacar funerais, que na maioria das vezes são organizados com pouca segurança. O grupo também tem uma história de explodir carros-bomba perto de alvos governamentais e multidões de civis. Enquanto o Exército dos EUA diz que a segurança melhorou no norte, os ataques desta semana revelam a instabilidade no local no momento em que as atenções estão focadas nos confrontos nas áreas xiitas do sul.