BRASIL
Sábado, 14 de Março de 2009, 13h:27
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GOIÂNIA
Após ataque de avião, PM convoca reunião de segurança
RUBENS SANTOS
Da Agência Estado Goiânia
O comandante-geral da Policia Militar de Goiás convocou, para a próxima semana, uma reunião extraordinária para analisar o ataque ao shopping e analisar uma possível tomada de ações preventivas em casos semelhantes: "Eu fiz o percurso que ele (Kléber Barbosa da Silva) fez, verifiquei locais onde deu os rasantes, e conclui que uma enorme tragédia poderia ter ocorrido em Goiânia", disse hoje o coronel Carlos Antonio Elias em entrevista para a Agência Estado. Ele questionou as informações que negam ter o rapaz frequentado escolas de pilotagem ou recebido instruções formais. "Ninguém, que passa a maior parte do dia em casa brincando com jogos que simulam voos, poderia fazer as manobras que fez, é impossível", disse o comandante. VULNERABILIDADE De acordo com ele, a questão central após a tragédia está na vulnerabilidade de espaços aéreos, nos riscos e no gerenciamento de crises como as dos voos suicidas. Lembrou, ainda, ter Kleber iniciado o voo da morte em Luziânia (GO), distante apenas 45 quilômetros do centro de Brasília. "Poderia ter tomado outro rumo", comentou. O militar explicou que a reunião será conjunta extraordinária será detalhada sobre o caso, as vulnerabilidades e medidas conjuntas com as forças de segurança. Entre elas, a FAB (Força Aérea Brasileira) e a Base Aérea de Anápolis, disse. O voo suicida de Kleber foi comunicado à Força Aérea (FAB) por um sargento da PM, Adão da Mota Corrêa, tio de Érika, a mulher de Kléber. O caso, no entanto, é o segundo envolvendo aviões nos últimos 20 anos no espaço aéreo de Goiás. Em 29 de setembro de 1988, o maranhense Raimundo Nonato Alves da Conceição sequestrou um Boeing 737 da Vasp, em Belo Horizonte, e desviou para Brasília onde pretendia lançar a aeronave sobre o Palácio do Planalto. Porém, levado para Goiânia, o sequestrador atirou na perna do comandante Fernando Murilo de Lima, como retaliação. Mas acabou baleado pela PF e morreu cinco dias depois.