Um caminho numa direção chamada liberdade de expressão. Uma verdade por vezes paginada em ficção. Uma vida sem qualquer amarra, calúnia, injúria ou difamação. Uma tertúlia que o tempo transporta para além mar. Uma certeza de que os versos nascem para iluminar. Iluminação de mentes ainda em formação. Vocação dos chamados para uma missão pacificadora. Uma fiel promotora da vida em sociedade. Uma fonte de inesgotável humanidade. Avistar a sua totalidade em floração. Apreciar a sua frutificação. Cultivar a perfeição. Ampliar a sua função. Lá, na vazante do coração ela traduz. Palavra por palavra ela conduz. Poesia! Poesia! Poesia! Fonte de inesgotável Luz! Esteja conosco do nascer ao ocaso solar. Vinde igualmente da fonte estelar. Trazei-nos o brilho do verbo amar. Cães ladram. A caravana passa devagar. Versos para polir e para lapidar. Versos para edificar. Pedras no caminho? Drummond nos ensina desviar: Poema do jornal, em página de opinião. Poema das sete faces, em imagem, semelhança e perfeição. Poema da paz duradoura. Poema da felicidade permanente. Poema do peito descontente. Poema da dor passageira. Poema da alma brasileira. Poema do hino soletrado em bandeira. Poema sem fronteira. Poema timbrado em melodia. Poema desfolhado em bem me quer. Poema rabiscado na imaginação. Poema polinizado em mais de uma estação. Poema despetalado. Poema frutificado e em nova floração. No meio do caminho, em retinas fatigadas pela insolação. No meio do caminho, em colunas erguidas com determinação. No meio do caminho, em ruas ladrilhadas. No meio do caminho, em esquinas cruzadas. No meio do caminho, em vielas esquecidas. No meio do caminho, em ladeiras colossais. No meio do caminho, em veredas verdejantes. No meio do caminho, em areias escaldantes. No meio do caminho, em enseadas depois de cada maré. No meio do caminho, em casas cobertas com sapé. No meio do caminho, o café colonial. No meio do caminho, a ética e a moral. Em Drummond encontramos mais de um sinal. Drummond em obra imortal. Drummond sem fardão institucional. Conjugar e viver em expressão nacional. Conjugar e provar o mel, o amargo e o sal. Conjugar e opinar entre o público e o privado. Conjugar e permanecer lado a lado. Conjugar e estar entre o sonho e a realidade. Conjugar e viver com toda a intensidade. Conjugar e viver pelo despertar da humanidade. Conjugar, escrever, navegar. Conjugar, compartilhar, caminhar. Conjugar, descrever, procurar. Conjugar, aprender, encontrar. Conjugar, viver, harmonizar. Conjugar, viver, integrar. Conjugar, viver, admirar. Conjugar, viver, trabalhar. Conjugar, viver, alimentar. Conjugar, viver, sentir. Conjugar, viver, amar. Conjugar o verbo perdoar para ser perdoado. Conjugar o verbo opinar mesmo sendo criticado. Verbo ser cidadão em vértice gramatical. Verbo ser poeta em horizonte cultural. Verbo ser humano conjugado em mais de um tempo verbal. Verbo ser fraterno em manancial e em vazão. Verbo ser obreiro da liberdade de expressão. Verbo ser verdadeiro diante da poesia em qualquer ocasião. Verbo ser companheiro em verso e em canção. Verbo ser brasileiro em qualquer rincão. Verbo ser poeta e professor em mais de uma lição. Verbo ser intérprete do bem querer de coração em coração. Verbo ser conjugado no espaço ampliado em compasso cidadão. Verbo ser conjugado em esquadro continuado da perfeição. Verbo ser colaborador de jornalismo enquanto aprendiz da emoção. Em nome do jornal Diário de Cuiabá, neste espaço semanal em publicação, agradecemos aos demais veículos de comunicação pelo respeito e pela consideração por nossa obra, por nossa poética vocação. Outros versos em verbos aflorarão. Viva a liberdade de expressão! * AIRTON REIS, professor e poeta em Cuiabá-MT
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