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ARTIGO
Quarta-feira, 07 de Novembro de 2012, 20h:56

RENATA NEVES

Vamos melhorando

Durante uma campanha eleitoral acontece cada coisa de que até Deus duvida. Candidatos fazem e desfazem em busca de votos. Confiantes na impunidade, passam por cima da legislação eleitoral, desrespeitando os limites da propaganda eleitoral e os direitos dos próprios eleitores, de quem eles precisam para se eleger. Embora feita de maneira mais discreta, a prática de comprar votos ainda permanece e grande parte da culpa, senão toda ela, é dos próprios cidadãos, que se deixam comprar. E o pior: votam nos candidatos que se valem de práticas como essa para garantir seus próprios interesses. Alguns candidatos entram na disputa já se considerando eleitos. Com poder e dinheiro, esbanjam desrespeito à população. No entanto, enganam-se aqueles que acreditam que permanecerão impunes. A Justiça Eleitoral está cada dia mais rígida e muitos estão sendo punidos inclusive com a cassação de seus mandatos, o que não costumava acontecer. Um mês após as eleições do primeiro turno, alguns candidatos de Mato Grosso já sofreram punições. O prefeito de Nova Brasilândia, reeleito no pleito deste ano, Jamar Lima (PT), e seu vice, Hélio Cruz (PSD), são uns dos exemplos. O petista perdeu o registro de candidatura e ficou inelegível por oito anos após ser condenado por abuso de poder econômico. Consta nos autos que ele promoveu uma carreata em 30 de junho, dia da convenção municipal, utilizando maquinários da prefeitura. Na ocasião, foram utilizadas uma caminhonete equipada com som, um caminhão, um ônibus e uma retroescavadeira. O vereador eleito de Nova Xavantina João Bosco do Nascimento (PP), o Bosquinho, também não poderá assumir a vaga. Ele foi condenado pela Justiça Eleitoral por compra de votos. Conforme ação ministerial, o fato teria ocorrido no dia 6 de setembro deste ano. O então candidato teria se dirigido a uma clínica do município e entregue R$ 50 a uma eleitora em troca de seu voto. Ele teria ainda entregue R$ 30 ao filho de outro eleitor também para que este votasse nele no dia da eleição. Outros candidatos foram punidos pela própria população, que decidiu não dar a eles um voto de confiança. Que bom! Sinal de que, aos poucos, as pessoas estão tomando consciência da importância de seu voto e de eleger pessoas comprometidas com o bem público e não apenas com o seu. Espero que a cada eleição essa consciência aumente. Aproveito a oportunidade para pedir à Justiça Eleitoral que não deixe impunes os responsáveis por “uns tais” R$ 8 milhões que seriam utilizados para compra de votos na Capital. A eleição já passou, mas o crime ocorreu e não pode ficar por isso mesmo! RENATA NEVES é repórter

Edição EDIÇÃO 16960




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