ARTIGO
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008, 21h:20
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ALINE CHAGAS
Vamos guardar o cartão de vacina!
Uma campanha da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, que iniciará ainda em fevereiro, me chamou atenção pela idéia de divulgar um assunto tão presente e importante em nosso dia-a-dia, mas esquecido pelas autoridades durante muito tempo. O cartão de controle de vacinação é, sim, um documento essencial para o bem da nossa saúde. E para mostrar isso a toda população, a SMS/Cuiabá começará ações de orientação em casas e comércios. Notícia bem-vinda e oportuna para momento de desespero, como agora. Após notícias de suspeitas de febre amarela no Estado, houve uma correria aos centros de saúde para tomar a vacina. O mais interessante é que o corre-corre pode realmente estar acontecendo por causa do descuido da população com o cartão de vacinação. Se houvesse um cuidado redobrado com este documento tão importante, muitas pessoas poderiam simplesmente consultar a data da última vez em que foram vacinadas, evitando assim o risco de uma revacinação antes do prazo de validade. A falta de cuidados com o cartão de vacina é visível, principalmente nas campanhas de imunização em massa. Em 2003, quando recebi minha última vacina contra a febre amarela, lembro-me de que enquanto esperei na fila observei atentamente se as pessoas portavam ou não o documento. Ninguém o tinha! Inclusive, eu. O fato me chamou atenção porque anos antes, em minha primeira gravidez, tive que tomar a vacina contra tétano. Por ser uma vacina tão dolorosa e exigir um controle tão rígido das doses e reforços, resolvi guardar aquele cartão. Desde então, guardo todos em minha carteira. Recentemente, senti na pele a necessidade de ter o documento sempre comigo. Ao buscar o reforço da famosa antitetânica para o meu pré-natal, a responsável pela sala de vacina percebeu, através do meu cartão, que não adiantava mais somente o reforço. Precisava tomar tudo de novo. E assim estamos fazendo. Mas, meu caso, é apenas um fato entre tantos que mostram a necessidade de se cuidar do cartão de vacina. Recentemente, o Ministério da Saúde alertou para o risco de se tomar duas doses da vacina contra febre amarela em pouco tempo. Mais de 20 pessoas ficaram gravemente doentes por este motivo. Por que isso aconteceu? Um dos motivos, provavelmente, é não se lembrar de quais vacinas tomaram por último. E quando foram aplicadas. Lá, no famoso cartão, estão marcadas as vacinas, as datas e quando será preciso tomar outra dose, a de reforço. É a nossa vida em jogo. Vamos guardar o cartão de vacina! ALINE CHAGAS é jornalista em Cuiabá.