Infelizmente, nosso Estado precisa avançar muito em relação à pesquisa e produção de conhecimento. A cultura dos apadrinhamentos, do corporativismo, do tapinha nas costas, somada ao pouco investimento e à falta de estrutura, não permite avanços significativos. Em muitas universidades consideradas produtivas existem inúmeros programas e incentivos, mas existem acima de tudo vontade e prazer de fazer parte da equipe. ELIANA ALENCAR, professor, Cuiabá/MT
[email protected] Autismo: faltam profissionais até na rede privada Li no jornal impresso: realmente o tema é importante, mas tem pouca atenção. Tenho um sobrinho em São Paulo que durante muito tempo foi alvo de chacotas na escola e demorou muito para família diagnosticar e tratar. LUCIA AMORIM, publicitária, Cuiabá/MT
[email protected] Reclamação de um cuiabano cinéfilo Uma boa pedida para evitar ignorantes em locais públicos é deixar de ir até lá. Os semianalfabetos que Lula - Viva o Lula - ascendeu à classe média mudando os parâmetros de aferição é fruto de uma condição mantida por gente nobre da casta privilegiada brasileira. Eu, como semianalfabeto e infelizmente ainda não elevado à famigerada classe média do Lula, também prefiro ver Depp, Portman ou De Niro falando em sua língua de origem, mas, infelizmente outra vez, e desta vez por falta de dinheiro, não posso ir ao Pantanal. Sugiro que vá à estreia dos filmes lá nos EUA. Mas, como dizem os manos aqui do bairro, dá nada não, meu. IRZAIR SILVA, professor, Cuiabá/MT
[email protected] Casamento Comunitário Fui umas das pessoas que no último sábado, 14 de setembro, participou da cerimônia do Casamento Comunitário, promovido pelo governo do Estado através da Setas/MT. Na ocasião, regularizei minha união com a minha esposa. O evento foi totalmente patrocinado pela Setas/MT, visto que a maioria das pessoas que vivem em união estável não oficializa a mesma em função dos altos custos com o Cartório. Entende-se então que esse evento é direcionado preferencialmente às pessoas de baixa renda, mas a inscrição é facultada a qualquer casal interessado. A Cerimônia, um grande evento realizado nas dependências da Acrimat, no entanto, deixou muita coisa a desejar, entre elas a falta de planejamento da Setas/MT, que desde o início do processo informava que o evento seria realizado no Ginásio Aecim Tocantins, popular Tatuzão, mesmo sabendo das obras em torno da Arena Pantanal, mudando o local do evento na última hora para a Acrimat, local ideal para realização de exposições e rodeios, menos para uma cerimônia de casamento coletivo, visto que nós, os noivos, fomos colocados na área onde acontecem os rodeios, com um cheiro desagradável de merda de boi, as cadeiras que estavam à disposição dos noivos eram extremamente desconfortáveis e pequenas. As noivas em seus vestidos de caudas longas mal conseguiam se encaixar nas mesmas. A falta de organização na entrega das certidões de casamento ficou nítida, pois elas deveriam ser entregues após o encerramento da cerimônia, mas começaram a ser entregues antes e isso gerou um grande tumulto, pois era o que todos ali buscavam. Houve um grande empurra-empurra de noivos, noivas, uma confusão só; o coquetel de recepção para os noivos foi em quantidade tão pequena, que acabou antes da primeira hora do evento. A cerimônia religiosa, que foi anunciada com uma Cerimônia Ecumênica, teve a presenças de apenas um pastor de uma seita evangélica. Nada contra, apenas deveriam se lembrar dos membros de outras religiões ali presentes. O discurso do sr. governador foi amplamente vaiado pelas pessoas que estavam empoleiradas na arquibancada e por muitos dos noivos, mas a assessoria o socorreu, colocando o som em último volume e o governados gritando o discurso. E no final, na saída dos casais, fomos impedidos de sair por dentro da tenda armada no local e obrigados por seguranças que mais pareciam pit bulls, em atitude hostil a todos nos jogando para uma portinhola de menos de dois metros de largura: outra confusão e outro empurra-empurra. Na confusão, ouvi um noivo comentar que a coisa quando é para pobre é sempre assim: muito ruim. Gostaria que mesmo os pobres que pagam, e caro, os impostos para viver neste Estado, fossem respeitados, visto que a Setas/MT não estava fazendo nenhum favor em realizar o evento e que a população de Mato Grosso, independente de sua condição financeira, merece o mínimo de consideração por parte de seus governantes. O que não ocorreu no evento Casamento Comunitário no último sábado. Foi um lástima! SANDRO OLIVEIRA DA ROSA, administrador, Cuiabá/MT
[email protected] Opinião pública e Constituição A verdadeira opinião pública tem que ser a mais isenta de pressões possível. Aquela que o cidadão e a cidadã emite após democrático processo de convencimento feito pelos dois lados dos demandados. No ambiente real em que vivemos, com o monopólio dos meios de comunicação nas mãos de grandes grupos econômicos, a tal opinião pública, na maioria das vezes, é a opinião publicada. Basta lembrar o episódio em que o povo, perguntado se salvaria Jesus Cristo ou Barrabás, a resposta foi pela condenação de Cristo. Na realidade, já naquela época os meios de comunicação também já estavam sob o comando das elites que desenvolviam intensa campanha contra o revolucionário Jesus Cristo. Conclusão: com o monopólio da informação, nem Cristo salva! MIRANDA MUNIZ, oficial de Justiça Federal, Cuiabá/MT
[email protected] Peixes e médicos Como oferecer cabeça de pacu aos médicos que aqui virão trabalhar se não se encontra mais pacu no nosso rio: Ora, no rio Cuiabá só tem murilinho e/ou sérgio ricardo. Com esses nomes, até nossos peixes viraram artistas. É, shomanno, o djeito é oferecer rabo de tambacu... Agora se vão gostar e ficar, só o tempo dirá! LEANDRO PINTO DE OLIVEIRA FILHO, autônomo, Cuiabá/MT
[email protected] Falta de estrutura nas estradas impede descanso Opinião para diminuir acidente nas rodovias primeiro seria educar os motoristas dos caminhões pesados, pois muitas das vezes um caminhão do mesmo porte, com o mesmo peso, não obedece as lei do trânsito. WALDEMAR C. DE MORAES, aposentado, Curitiba/PR