ARTIGO
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011, 21h:04
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HUMBERTO FREDERICO
Tsunami Riva
Para quem pensava que um tsunami nunca ocorreria no Brasil, principalmente em Mato Grosso, ele chegou. Estava adormecido, é verdade, mas acordou e está causando um alvoroço em todo o Estado. Este é um tsunami político e tem nome e sobrenome: José Geraldo Riva, do PP, por enquanto. Nas próximas horas, dias ou semanas poderemos acompanhar uma das maiores movimentações políticas em Mato Grosso devido à decisão de um homem só. A possível troca de partido do presidente da Assembleia Legislativa, deixando o Partido Progressista, indo para o recém criado Partido Social Democrático (PSD), mostrará todo o poder de Riva sob a classe política. Quando Blairo Maggi deixou o PPS em 2006, verificamos também uma debandada de políticos matogrossenses para o Partido da República, sigla que o então governador, escolheu para se filiar na época. Naquele tempo era menos arriscado trocar de partido, pois não existia a lei da infidelidade partidária, podendo os políticos trocar de partido sem correrem riscos de terem o mandato cassado, como é hoje. Mas Riva, de uma só vez deverá promover uma revolução político-partidária em Mato Grosso sendo apenas um deputado. Da noite para o dia o PSD poderá ter o vice-governador do Estado, Chico Daltro (PP), e quatro deputados federais, Neri Geller e Roberto Donner, ambos do PP, e Homero Pereira e Júlio Campos, do PR e DEM, respectivamente. No staff do governador Silval Barbosa (PMDB) entrariam de uma só vez três secretários: deputado federal licenciado Eliene Lima (PP), de Ciências e Tecnologia, e os deputados estaduais licenciados José Domingos Fraga (DEM) e Antonio Azambuja, de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar e Esportes e Lazer, respectivamente. Além disso, todos os deputados estaduais do PP, Walter Rabello, Ezequiel Fonseca e Airton Português também acompanhariam o parlamentar, sem citar os que ainda não se pronunciaram. Em âmbito municipal, Riva já anunciou que se confirmar a ida para o PSD espera levar ao menos 80 prefeitos para a sigla, quase dois terços dos Executivos do Estado, além de centenas de vereadores. E é melhor não duvidar, pois esta onda que começou como uma marolinha virou um tsunami, pronto para derrubar ao menos um partido: o Partido Progressista de Mato Grosso. HUMBERTO FREDERICO é repórter