É louvável a atitude do nosso prefeito ao tentar beneficiar a nós, consumidores, com a implantação dessa lei. Ademais, no mínimo, a administração dos centros comerciais, deveria oferecer estacionamentos gratuitos para os consumidores. Na verdade, os centros comerciais, além de comercializarem os seus produtos, descobriram a mina de ouro que são, hoje, os estacionamentos dos centros comerciais. Infelizmente, a gratuidade nos estacionamentos dos centros comerciais ainda não atingiu os instalados aqui em nosso Estado, e nós que os mantemos em pé, aguardamos a sensibilização de seus proprietários para que deixem de ganhar um pouco, para tornar os estacionamentos uma forma de acesso aos seus estabelecimentos. MARILENE DIAS DE MOURA, servidor público, Cuiabá/MT
[email protected] *** Com referência à inconstitucionalidade da lei dos estacionamentos, meu entendimento é de que os estabelecimentos comerciais precisam oferecer condições para que o consumidor possa adquirir seus produtos, e o estacionamento é condição vital para isto. Lembro de um caso envolvendo o Atacadão, que deixou de oferecer sacolas plásticas. Neste sentido, o que foi dito naquele momento era que o estabelecimento deveria oferecer tais condições. O shopping abusa com a cobrança, e com a declaratória nenhuma entidade pública poderá versar sobre qualquer regulamentação da matéria. Perde o consumidor! Que, este sim, poderia deixar de freqüentar o estacionamento, como os argentinos fariam, de forma a pressionar pelo bolso. Quem sabe, então, o estabelecimento poderia reconsiderar sua decisão? FABIANO RABANEDA, estudante, Cuiabá/MT
[email protected] *** Felizmente, o TJ/MT resolveu esse impasse bobo criado pela Prefeitura de Cuiabá com algo tão cristalino quanto o direito à propriedade. Agora, precisou vir uns goianos para ensinar os cuiabanos a ganhar dinheiro de modo tão fácil. Após o Shopping Pantanal, os demais fizeram o mesmo, e até hospital está fazendo a mesma coisa: ganhando dinheiro fácil. AMADO AMADOR, aposentado, Cuiabá/MT
[email protected] *** Shopping é estacionamento ou centro comercial? TADEU SILVA, historiador, Cuiabá/MT
[email protected] Movimento promete combater a corrupção É vergonhoso observar como o TCE de Mato Grosso, que em tese deveria fiscalizar as contas das prefeituras, câmaras de vereadores, Assembléia Legislativa e Executivo estadual, aprova contas sob suspeição, tem uma estrutura inchada, nenhum conselheiro concursado e ainda por cima 400 funcionários irregulares. Dou meu irrestrito apoio às ONGs citadas na matéria para fiscalizar de perto o comportamento daqueles que se dizem nossos representantes. O que comentar então da Câmara de Vereadores de Cuiabá? Embora seja incondicionalmente favorável à democracia, acredito que pelo desvio de caráter imperante entre os que estão à frente do Judiciário e Legislativo do país, daí falando em todas as esferas, urge limitar radicalmente a autonomia desses poderes, uma vez que na maior parte dos casos ela é utilizada como manto para acobertar desvios inconfessáveis. Afinal, não estamos todos sujeitos a responder pelas dívidas que contraímos ou pelos crimes que cometemos? Por que, afinal, juízes, vereadores, deputados, presidentes ou assemelhados têm tratamento diferenciado pelo Estado e pela lei, têm autonomia para se autoconceder aumentos, para absolver seus pares de crimes totalmente comprovados à luz do dia e flanam acima do bem e do mal? Por acaso eles são melhores do que o dono do bar, do que o motorista de ônibus, carteiro, jornalista ou advogado? A democracia brasileira então precisa ser inteiramente repensada, para que existam formas de controle efetivas à rapinagem. Estou farto de toda essa impunidade. E creio que a solução não seja achar que isso é normal e repetirmos esses comportamentos no nosso dia-a-dia, mas inverter essa lógica, seja nos indignando e cobrando daqueles em quem depositamos o nosso voto de confiança, seja denunciando quando presenciamos algo errado. GLAUCO MENEGHETI, jornalista, Cuiabá/MT
[email protected] Hay gobierno? Si. La Prensa. Lendo o artigo do colega e professor Onofre Ribeiro, lembrei na hora da piadinha que diz que, enquanto médicos acham que são Deus, os jornalistas têm certeza de que são. O artigo parece estar inoculado dessa certeza... (rsrsrsrs). Para mim, no momento em que, de fato, a mídia assumir o governo do Brasil, teremos chegado, finalmente, ao fundo do poço! Tal absurdo, felizmente, ainda não ocorre no Brasil, onde mídia, mais que Esopo, é mestra em criar fábulas, mitos e parábolas. Hoje, a mídia brasileira é um simulacro de si mesma. Digo isso por conhecê-la pelas entranhas. Praticamente tudo o que vemos, lemos e ouvimos nos meios de comunicação é arremedo de verdades, de realidades. Mesmo quando a verdade e a realidade se impõem, a mídia tal como os integrantes de poderes públicos executivos, legislativos e judiciários - foge delas como o diabo da cruz e da água benta e dá um jeito de manter o controle sobre os cenários em que seus controladores desejam que a sociedade veja como realidade. É inquestionável que há uma fragilidade quase patológica no exercício do poder político-administrativo nas três esferas do poder público brasileiro. Mas, daí creditar o comando do país à Imprensa vai uma distância de bilhões de anos-luz. É atribuir aos meios de comunicação um poder que eles não têm e, torço, jamais terão, pelo bem da humanidade. A mídia, na verdade, é apenas mais um elemento de fragilização das instituições na medida em que quase sempre opta por destacar aquilo que interessa aos seus controladores em vez de privilegiar o interesse público. Deus nos livre de um dia virmos a ser, realmente, governados pela mídia! ANTONIO P. PACHECO, jornalista, Cuiabá/MT
[email protected] A lista da vergonha Parabéns pelo artigo, sr. Pedro Lima. Nós, brasileiros, ficamos indignados a cada dia que passa com os escândalos de corrupção que vemos. Quero deixar meu tributo aos grandes políticos que honraram este país e este Estado, como Dom Aquino, Filinto Müller, gen. Dutra e tantos outros que nos faziam ter orgulho de ser mato-grossenses. ANTONIO CARLOS, Cuiabá/MT