ARTIGO
Sábado, 08 de Maio de 2010, 14h:36
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MÁRCIO CAMBAHUBA
Somente querer não é poder
É comum ouvir as pessoas dizerem que querer é poder. Ledo engano. Bem é verdade que a vontade é requisito essencial, fundamental ou indispensável em qualquer empreendimento, mas só a vontade não basta para o pleno sucesso do que se deseja fazer. Daí ser falsa, verdadeira ilusão, achar que uma pessoa para deixar o mundo do crime, ou mudar seu temperamento, ou mesmo abandonar um vício, bastasse uma grande força de vontade, um querer de aço. O que efetivamente não é bem assim. Qualquer mudança, requer além da vontade, o consórcio de dois outros atributos da condição humana, a mente e a emoção, que dito diferente seria pensar e sentir. Eis portanto, o ternário básico para a transformação: pensar-sentir-querer. Se penso, logo sinto e quero (ou rejeito, todavia está relacionado com desejar ou não-desejar, querer portanto). Se sinto, logo penso e quero; e se quero é porque penso e sinto. Estas três bases para que sejam efetivamente fonte de poder, mister que estejam em pleno equilíbrio entre si, e co-existam em igualdade, além de fazer parte consciente da pessoa. Veja o que ensina a Sociedade Brasileira de Eubiose: Um forte pensar (mente) aliado a um fraco querer (vontade) tem como resultante o diletantismo mental, típico daqueles que a prática não correspondem seus discursos, pregam o que jamais fazem. Caso tenhamos um forte pensar (mente) associado a um fraco sentir (emoção) podem se engendrar verdadeiros monstros, egoístas e materialistas. São pessoas inteligentíssimas, contudo frias e calculistas, e por conseguintes infelizes, por lhes faltarem sublimidade no sentimento. O momento atual de nossa civilização está repleto de pessoas assim, daí observar alto desenvolvimento tecnológico e fome, viver na era do computador e misérias, guerras. Por outro lado, um forte sentir (emoção) associado a um fraco pensar (mente), caracterizam as pessoas dominadas pelo emocional por lhes faltarem racionalidades. Às vezes são até pessoas boas, porém fáceis de serem conduzidas. Já aquelas que apresentam um forte sentir, ligado a um querer débil, terão como conseqüência um ser animalizado, vítima das paixões e prazeres de toda a espécie, em suma, são os viciados dos mais diversos gêneros. Temos ainda um forte querer (vontade) associado a um fraco pensar e fraco sentir, características daquelas pessoas que muito trabalham, entretanto fazem pouco, jogam energia fora, prejudicam a si e aos demais, sem sequer aperceberem disso. Quiçá, teremos um dia, governantes ou uma elite dominante que possuam um sábio pensar, pois assim saberão agir com brilhantismo em suas decisões; um nobre sentir, pois sentindo com nobreza não serão capazes de atos de corrupção e uma vontade forjada na mais alta têmpera que não cede a interesses individuais, nem em composições de governabilidade espúria que não seja o interesse da maioria, espancando o egocentrismo. Ensina o Professor Henrique José de Souza, fundador da eubiose, que se alcança o desenvolvimento da mente pela instrução, a emoção pela educação e a vontade pelo trabalho. E é claro, nada melhor que um colégio iniciático fidedigno para se buscar a perfeita e justa instrução, educação e trabalho. * MÁRCIO CAMBAHUBA é representante da Sociedade Brasileira de Eubiose em Cuiabá-MT