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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 02 de Junho de 2012, 00h:44

PAULO ZAVIASKY

Solavanco de um pontapé

Cuiabá se transforma num sanatório do interior paulista onde todo mundo é torcedor do meu Palmeiras Futebol Clube e extremamente neurótico de guerra. Vamos até alguns exemplos. Todas as vezes em que entro numa loja de informática aqui em Cuiabá sou atendido por algum funcionário que é iniciante recém-contratado ou estagiário onde ambos nem sabem o que fazem por ali. É um show de sair perguntando daqui e dali aos mais antigos funcionários, numa irritante perda de tempo que sempre simplificam com o famoso “tem, mas já acabou”. Após meu dinossauro aprendizado, cheguei à conclusão que deveria ser mais esperto. Num retorno de consulta médica com o resultado dos quatrocentos e nove exames solicitados, inclusive, e principalmente, os psiquiátricos, onde tanto gastei para descobrir não possuir porcaria alguma de doença, nem um calozinho no dedão do pé esquerdo que tanto vivo chupando sentado na beira da estrada, resolvi escolher a atendente mais experiente para o registro da consulta/retorno. Nem “te” conto. Besteira grossa que fiz. Ela passava o tempo todo ensinando as novas funcionárias e eu fiquei mesmo por último. Você, como nos cassinos, sempre sai perdendo. Nos supermercados, a mesma coisa. A “caixa” que me atende nunca entende bulhufas de contas e digitação. Uma hora inteira chamando a “gerente” para destravar a máquina. Na fila do banco, quando chega a minha vez, a funcionária fecha tudo para ir ao banheiro, falta luz, entram quatro ladrões e manda todo mundo se deitar ou o sistema “sai do ar”... Se o ex-prefeito Wilson Santos me deixa de lado do faturamento honesto e comprovado da profissão abraçada pelo pão nosso de cada dia, exigindo provas de que sou jornalista e radialista desde 1952 sem nunca parar, só porque não sou filiado ao seu/dele PSDB, o partido da Kombi ou partido dombosquino, torço para ele deixar para o Galindo mais simpático... Só que aí surge o mineiro Brito, que pediu o cargo de neurocirurgião e como o CRM não permitiu, foi nomeado “jornalista” da prefeitura e agora pede o cargo de candidato a prefeito titular desta minha Cuiabá espantada por tais paradoxos. E a primeira medida deste foi emitir uma Circular Interna proibindo publicidade comigo, como se eu fosse grande coisa! Saí da frigideira, Santos, e cai na britadeira mineira. Ao retornar para casa, noto a bagunça que fizeram no bairro Araés, ao lado, imaginem só, do Centro de Lazer. No horário do maior pico da Copa do Pantanal, onde ônibus, carros e carrões são obrigados a se desviar das áreas nevrálgicas, ainda tem gente com a coragem de fechar o trânsito totalmente naquele local inteirinho para, adivinhem só, “funcionarem” uma misteriosa feira livre no meio da rua ou avenida Eulálio Guerra, ao lado do famoso Centro de Lazer de lá. É ou não motivo para ficar neurótico? O rolo, a bagunça, é impressionante com os palavrões impublicáveis. Faço um favor ao Galindo contando isso que tenho certeza de que ele não sabe por que não tem assessoria fiel e competente nesse setor. Enquanto o governador está em estado de graça pelas conquistas e pela competência de sua atual assessoria de imprensa que, após quase dez anos mantendo as portas da Secom-MT fechadas para alguns verdadeiros profissionais cuiabanos e mato-grossenses, agora abertas desde o antecessor que iniciou no governo Silval, o municipal ainda é uma incógnita. Finalizo registrando o susto ao ver mais um deputado nordestino sonhando em mandar, desrespeitar e xingar a nação. O deputado federal Sílvio Costa (PTB-PE) tentou agredir o mato-grossense senador Pedro Taques só porque este agiu e age certo constitucionalmente, é inteligente, honesto, perturba os bandidos e está no topo da lista dos desbravadores da legalidade e moralidade que também estufam nosso peito de orgulho, tentando consertar aquela porcariada toda. Tal “excelência” moleque pernambucano que agrediu verbalmente o nosso senador merece o solavanco de um pontapé de uma cassação por falta de decoro parlamentar. * PAULO ZAVIASKY é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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