Neste início de ano a inquietude toma conta de nossas reflexões e expectativas. E a maior incerteza humana corresponde em buscar compreender a direção dos acontecimentos. Seja ele político, social, econômico ou humano (para encerrar a relação). Na ciência isto se resolve, de certa forma, com facilidade: busca-se um modelo ou vários modelos. E, com ele ou com eles simula-se e avalia-se o resultado por meio de maior ou menor grau de incerteza... ou certeza. Inicia-se um novo ano, novos governos (estaduais e federal), nova expectativa de vida, novas preocupações, novos rumos. Mas, quais rumos? Onde está o modelo ou onde estão os modelos? Em 2011, em verdade, estamos buscando um novo modelo de governança, para tudo: para o Estado, envolvendo os Estados da Federação e para a própria Nação e, principalmente para a vida das pessoas, que são em tese, a razão de tudo! Na vida prática, vários países buscam novos modelos de governança. Na Europa, nos EUA, na China, no Japão etc. Alguns são até mais sofisticados e buscam um modelo de governança, por exemplo, para a inovação, para a inteligência criativa e todos, em essência, trazem mecanismos, sofisticados ou menos sofisticados e complexos, mas, com certeza: dinâmicos. Desta dinâmica, nenhum modelo abre mão, e muito menos de sua visão sistêmica. E assim, falam, na maioria das vezes em sistema de governança. No Brasil, em razão de nosso preâmbulo, convêm, e com muita propriedade falar, agora, na busca de um modelo de sistema dinâmico de governança política e econômica urbano-regional-nacional. Ou seja, para a sociedade brasileira evoluir, superar suas atuais barreiras de subdesenvolvimento e decolar, como diria Rostow (os economistas o conhecem) teria que superar ainda, muitas etapas. Por que razão? Para não ter que passar por novas provações, privações e sofrimentos, quando o brasileiro experimenta e tenta superar os obstáculos da pobreza e da ignorância. Em verdade, o momento de 2011, com todas estas transformações que se observa, reflete a construção deste novo modelo. E, os Estados da Federação, com seus dirigentes, devem estar aptos a processar esta leitura, bem como a elaborar este novo modelo de forma compatível com a direção do modelo geral ou macroeconômico. E esta leitura é preciso ser capaz de fazer, caso contrário o cavalo passa arriado e, fica-se, só na vontade ou na teoria. A essência do modelo de que falamos acima, está na inovação regionalizada, como forma de superar as etapas e decolar. O que, necessariamente, inclui o desenvolvimento urbano-regional-nacional, e porque não inserir, também, as influências do sistema internacional. Chega a ser ingenuidade não fazer isto! Nestes sentidos, o diálogo entre as administrações é fundamental para a integração dos ideais e das concepções de ações. As administrações públicas podem, desta forma, se convencer da parceria com o setor privado, integrando-se com as instituições de ensino, médio, técnico e superior, para promover e melhorar a conjuntura econômica regional-nacional. E, a criação de pólos de competitividade, que, em princípio se dedicam ao desenvolvimento de tecnologias de informação e de comunicação, financiadas por fundos públicos, seriam instrumentos de fundamental importância. Tais projetos podem se constituir em um programa de caráter regional que teriam inclusive, sua sustentabilidade avalizada por meio dos consórcios municipais, hoje existentes em alguns Estados. Estes instrumentos podem, de maneira perfeita, constituir a prática de um novo modelo de desenvolvimento. E a sensibilidade, para tanto, é necessária. * ILSON SANCHES, Advogado e Professor universitário
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