NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 24 de Julho de 2009, 20h:47

LEITOR

Pedestres pulam e danificam grades

“O ato de burlar a grade é saudavelmente correto. Corretíssimo, diria. Depois de 15 anos, os diretores da Secretaria de Trânsito, que muito provavelmente não andam de ônibus, como o secretário, o prefeito e todo o staff gestor, já deveriam ter aprendido com a população. Afinal, o melhor de Cuiabá é a cuiabanidade, que nos ensina uma hora boa de acordar nesse calor, bem cedo, comer, idem, o quebra-torto, parar para descansar antes da 10 h e retornar depois das 15. Ou pelo menos, ter observado a inteligência dos usuários que lhes paga o salário, ao invés de, como toda a prefeitura, e de resto, em todo o Brasil, importar soluções fáceis, que facilitam a vida de motoristas, veículos, patrões, etc., e dificultam a vida de quem usa o coletivo ou prefere, o que é difícil em Cuiabá, mais que em outros lugares, pelo calor, andar. Tivessem alguma sensibilidade e perceberiam que os caminhos naturais são referências e sintomas. Andar 1 metro que seja debaixo do calor de Cuiabá não é brincadeira, além de perigoso (insolação, câncer de pele, evidentemente que receitar protetor solar é uma medida, só que caríssima para quem recebe o salário, aí sim, bem brasileiro, hipertensão, inchaço, etc., que vai onerar os cofres públicos mais à frente). Ainda mais quando as calçadas são tratadas apenas em ações de mero efeito estético, e as árvores, solução óbvia, que dariam algum refrigério para a população que caminha fora do ar condicionado dos carros, ao invés de plantadas, são arrancadas com a complacência da gestão pública, cuja índole neoliberal é tributaria do falatório e chororô empresarial, essa cantilena estratégica e lucrativa. Gerir Cuiabá com a cabeça no frio sul-sudeste, que por sua vez, tem sua cachola colonizada vidrada na gelada Europa acaba por lesar o entendimento da própria realidade, tornando a cidade simulacro e refém.” TADEU SILVA, historiador, Cuiabá/MT [email protected] *** “Para que servem as câmeras de segurança instaladas próximas às grades? Para identificar e punir infratores de trânsito, assaltantes e pessoas que destruem o patrimônio público. E quando elas foram usadas para isto? Nunca!!! É ridículo ver que o estado e a prefeitura são ausentes na fiscalização de tudo em Cuiabá. As pessoas fazem o que querem sem punição alguma. Acorda Cuiabá, 2014 está aí!!!” ADILSON LIMA, Cuiabá/MT [email protected] MPE apresenta recursos contra solturas “As leis na contramão. Não sei o que está acontecendo com nossa classe política. Parece que vivem no mundo da lua ou não sabem o que acontece nesse País. Enquanto o crime aumenta, os criminosos ficam mais violentos e matam por quase nada, ou por nada, além de se aperfeiçoarem e até especializarem em determinados crimes, como é o caso dos ladrões de caixas eletrônicos, nossos legisladores vão abrandando a legislação. Citemos, por exemplo a nova lei de entorpecentes. Na legislação anterior era observada a intenção de quem portava a droga e, com tal convicção poder-se-ia prender em flagrante alguém que portasse apenas uma trouxinha ao constatar que estava levando para terceiro. Porém, as mentes ilustradas de Brasília acharam que não estava bom e mudaram tudo. Agora, leva-se em conta a quantidade de entorpecentes que é portada e não mais a situação na qual é encontrada de claro tráfico. Não se encontra pelas ruas nenhum traficante com mais de três ou quatro trouxinhas e, ao serem abordados pela Polícia dizem que são usuários e são liberados. Vendem aquelas e vão buscar mais. É verdade que a maioria dos traficantes também são viciados mas isso não os inocenta, porém a lei ficou tão branda que em cada esquina existe uma cracolândia. Como não se pode prender usuários eles consomem em qualquer hora e lugar sem o menor pudor. É o mesmo que punir o ladrão e considerar o receptador um doente e livrá-lo da punição. Também o Estatuto do Desarmamento que começou duro já está quase inútil, sendo a cada dia mais abrandado até não ter mais serventia. Agora facilitaram mais a vida de quem a Polícia conseguiu colocar atrás das grades. Tudo isso é, nada mais nada menos, que um retrato fiel de nosso legislativo nacional onde os escândalos pipocam o tempo todo e, como vão ter moral para legislar se só dão maus exemplos. É difícil saber qual foi o penúltimo escândalo porque a velocidade na qual acontecem é espantosa. Pobre povo brasileiro que lutou pelas Diretas Já. Já começo a me envergonhar de ter participado dos ‘caras pintadas’. Afinal, foi para isso que lutamos tanto?” ALCIR MARTINS ATAÍDES, funcionário público, Cuiabá/MT [email protected] Crédito educativo: única chance a muitos “Crédito educativo! A iniciativa é louvável, propiciando uma nova oportunidade para que as pessoas, com baixo poder aquisitivo, possam fazer um curso superior. Porém, o pelo que sei até agora, o programa já nasceu manco, deixando a impressão de que beneficiaria mais os donos de faculdades do que os próprios alunos, pois abriria 600 novas vagas ou ocupariam vagas ociosas (dividindo por quatro faculdades de Cuiabá daria umas 150 vagas para cada, em média, bom negócio). Esta impressão é devido três fatos: Primeiro: limitar as bolsas somente aos cursos de licenciaturas e tecnológicos, já está de imediato categorizando os novos bolsistas (segunda categoria), uma vez que os cursos considerados de primeira categoria visto a grande procura (medicina, odontologia, Psicologia ou outros) e não incluídos no pacote. Pelo que sei estes cursos (licenciaturas e tecnológicos) são os mais deficitários do sistema particular de Ensino superior. Os filhos dos pobres, mesmo que tenham condições intelectuais não podem fazer os cursos considerados nobres. Vale comentar que o melhor curso é aquele que o aluno deseja fazer, eu particularmente, estou recomendando o curso de bacharelado em física como o mais nobre e o melhor, tal curso começará em 2010 na UFMT. Segundo: para que possa de fato beneficiar aos alunos (os filhos dos trabalhadores), as bolsas somente deveriam ser concedidas para os cursos bem avaliados pelos sistemas oficiais (Enade, Provão, etc). A maioria dos cursos das Faculdades particulares possuem péssima avaliação, em particular os de licenciaturas. Assim, adianta ter um diploma de curso superior, mas longe da formação mínima? Terceiro ponto: o pacote de bolsa não atine os alunos que ingressam nas universidades públicas. Acho que o valor da bolsa poderia ser repassado para tais alunos, pois a manutenção em um curso de uma universidade pública é muito caro. Acho que a Prefeitura poderia rever esses pontos, e inseri-los no pacote. Já que estou aqui, gostaria de aproveitar da oportunidade para dá uma sugestão: todos sabem que a UFMT oferecem diversas licenciaturas, as mais conhecidas são Química, Matemática, Física, Biologia, História, Geografia, etc. Pelo que sei todos bem avaliados pelos provões, enades, etc. O município (Cuiabá, Várzea Grande, o próprio Estado, etc) deveriam financiar parte (ou todos) desses alunos (30 de cada cursos em cada ano) com uma bolsa de estudo para de fato poderem dedicar integralmente ao curso, pois necessitamos de professores qualificados para o ensino médio.” ALBERTO SEBASTIÃO DE ARRUDA, Professor, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL