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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008, 22h:33

* PAULO ZAVIASKY

Partido pode mudar de partido?

É normal as pessoas tentarem um balanço sobre a sobrevivência durante o ano que chega ao fim. Aquele sabor de ano colegial chegando ao fim e a perspectiva da compra de um caderno novo, limpinho, para começar o novo curso de modo mais inteligente, limpo, certinho desde as primeiras letras. Nunca dá certo mesmo porque a bagunça sempre aparece com um erro aqui, outro ali, um rabisco, uma folha rasgada, um pingo de tinta... Mas, o fim do ano é sagrado e nos dá aquela sensação de que daqui para frente, tudo será diferente. Nova pasta, novos cadernos, novos livros, nova sala de aula, novas professoras, novas esperanças. Mas, vamos confessar, de quando em vez, dá uma saudade danada de certo/a professor/a pela nota dez, pelas faltas deles ou delas que tanto sempre adoramos para a farra de um recreio maior. Sejamos mais sinceros. Há professores que nem deveriam ter nascido. E, falando a verdade, o destino sempre foi cruel com os estudantes. Justamente esses professores incompetentes, maldosos, espírito-de-porcos sempre são aqueles que retornam no ano novo. Acompanham a turma e sempre são “promovidos” para lecionar na série seguinte e justamente para a classe “da gente”. Você cresce, aprende cidadania e percebe que o destino é ingrato para muitos seres humanos, eternos aprendizes. Você tem o destino de sua vida, de sua cidade, de sua pátria nas mãos através do voto. Escolhe um candidato. Vota nele. O povão não vota na UDN, nem no Democrata dos EEUU, nem no PSD, Arena, PMDB, DEM daqui... Sempre escolhe uma capacidade, gente boa. Gente de seu bairro. De repente, vem o TRE e cassa o cara. A desculpa é boa: “é como jogador de futebol que até marca o gol e dá a vitória ao time e depois pega a taça e passa para outro time”... Infeliz comparação, melhor dizendo, incompetente! O time, neste caso, é o povo. Só há um ganhador ou perdedor. O povo! E a taça fica sempre no congresso nacional, assembléias legislativas, governos estadual e municipal, câmaras municipais e o dono continua sendo um só: o povo. No Brasil, covardemente, adotaram um sistema baseado em mil fundamentos, mesmo sabendo bons, há outros milhões do lado contrário que o sistema adota hoje, sendo um deles a capacidade do artilheiro para um time só: a nação brasileira. Porém, é válido o debate. Porém, se um partido muda de nome nunca é punido. O partido pode mudar de partido. Exemplo recente do DEM que já foi PFL, já foi PDS, que já foi PP e que já foi Arena. Ora, a engrenagem mais importante de um sistema democrático é a cidadania, é o homem, é o ser humano. A competência ou não. A filosofia do político tem que ser respeitada. Se um determinado partido muda sua plataforma, filosofia ou objetivos, por exemplo, roubar, furtar, caixa dois, mensalões, dinheiros nas cuecas, os seus seguidores, apelidados hoje de cordeiros de Deus e que já foram determinados de filiados ou correligionários, têm todo o direito do mundo de protestar, sair, espernear, mudar o partido ou mudar dele. A inversão de valores é sublime no Brasil. Ou será que os anônimos, aqueles que nunca se mostram, os cartolas partidários, querem que todos pensem mesmo que o cassino das siglas partidárias é que tem de prevalecer? Os partidos políticos do Brasil agem como lobistas e intermediários entre o povo e os eleitos. Respeitam o povo e respeitam os eleitos, desde que tanto o povo seja cordeiro idiota e os eleitos apenas os instrumentos dos técnicos manipuladores de todos os resultados. Ninguém no atual Brasil fala em liberdades das verdadeiras democracias do mundo moderno da história, apenas em, nessa inversão de valores, é proibido tudo. São favoráveis à liberdade do pensamento e que morram aqueles que pensarem o contrário! * PAULO ZAVIASKY é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16969




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