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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008, 20h:09

DANA CAMPOS

Onda da (in)segurança

O cidadão brasileiro cotidianamente é vítima de ações criminosas. Situações de tensão como seqüestros, furtos e assaltos deixam a população mais vulnerável, e ela conseqüentemente cobra por mais segurança. Na crista da onda estão os roubos a agências bancárias. Em Mato Grosso, em menos de dez dias foram dois assaltos a bancos. No último dia 3, em Comodoro, seis homens fortemente armados invadiram a agência do Banco do Brasil no município, distante 640 quilômetros de Cuiabá. Anteontem a bola da vez foi a Cidade Industrial. Na hora do “rush”, mais de 30 mil pessoas que moram em Várzea Grande, mas que trabalham em Cuiabá, e aquelas que por algum motivo precisaram atravessar a ponte Júlio Muller tiveram que aguardar mais de duas horas, devido ao forte esquema de bloqueio feito pela Polícia Militar, pois o banco estava localizado na Avenida da FEB, principal acesso a Várzea Grande. Preocupados, os policiais proibiram a passagem de veículos, até mesmo pedestres que quisessem trafegar pelo local, já que ali poderia se tornar linha de tiro. Audaciosos, esses bandidos utilizam de vários mecanismos de proteção, como colete à prova de bala e disfarces, como a de empresas de segurança, além, é claro, de forte poder de munição. Encorajados pela ganância, esses homens protelam suas famílias, e em alguns casos, até mesmo seus princípios em busca de algo que está fora do seu alcance. É mais uma vez o dinheiro, a riqueza, o poder econômico, a busca pelo status em detrimento da paz entre as pessoas. Ações como essa fazem a gente pensar até que ponto o ser humano é capaz de chegar em suas ambições. Será que essas pessoas acreditam que podem sair ilesas, sem punição? A PM demonstrou estar preparada para agir em situações de tensão, e que exijam um autocontrole e poder de negociação. Já que normalmente esses bandidos elencam uma série de exigências – como presença da mídia, carros e até mesmo helicópteros. O que resta aos cidadãos de bem é tomar mais consciência política e social e saber escolher, ao menos, tentar escolher candidatos que priorizem a segurança. Já que a falta dela, assim como outros serviços importantes para bem estar da população, tem crucificado todos os brasileiros. DANA CAMPOS e jornalista

Edição EDIÇÃO 16962




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