ARTIGO
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011, 19h:36
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ALECY ALVES
Obras da Copa
A demora no início das obras da Copa de 2014 alimenta uma série de questionamentos e piadas em rodas de amigos e botequins de Cuiabá. Todos querem saber quando começam a ser abertas as avenidas e viadutos por onde vai passar o VLT (Veículo Leve sobre Trilho) e as ruas que prometem melhorar a mobilidade urbana. Sabemos que o tempo que nos resta, menos de três anos, não é suficiente para a execução de tantos projetos idealizados pelo governo do Estado. Não existe nenhuma mágica ou milagre capaz de concretizar mais de 170 projetos da noite para o dia. Com exceção do novo estádio de futebol, a Arena Pantanal, que recentemente precisou de reforço de operários para se adequar ao calendário, não há nada que indique que estamos em plena preparação para sediar jogos do mais importante Mundial de futebol. E não adianta esbravejar que sabe o que está fazendo, que a situação está sob controle ou pessimismo e torcida contra não vão minguar o projeto se nem a Agecopa (hoje Secopa) passou imune às disputas políticas de cargos e poder. Não podemos nos esquecer da polêmica BRT X VLT, que se estendeu por meses. Eu, particularmente, acredito que não importa o modelo de transporte coletivo escolhido, tampouco o poder de quem definiu qual seria o sistema, nenhum sairá mesmo do papel. Até a abertura dos jogos, muita água vai rolar por baixo das pontes sobre o rio Cuiabá, talvez até carregue a alegria de vencer Campo Grande-MS na disputa pela sede do mundial. Pontes essas que, fora a da rodovia Mário Andreaza, que já está em obras, permanecerão como estão. Adoraria ocupar este precioso espaço falando do orgulho de viver em uma cidade linda, de clima escaldante e população acolhedora, onde a gestão pública prima pela organização, eficiência e celeridade. E, principalmente, pelo respeito aos compromissos assumidos com o povo que foi às ruas e apoiou a candidatura para evento de tamanha grandeza. Como mato-grossense de Alto Coité (distrito de Poxoréu) e cuiabana de coração, terei orgulho de me redimir, pedir desculpas públicas, assim como estou criticando, caso os planos e metas da Copa realmente saiam do papel. ALECY ALVES é repórter