NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ARTIGO
Segunda-feira, 28 de Julho de 2008, 21h:31

ONOFRE RIBEIRO

O prefeito de todos nós

Ainda que a campanha eleitoral para a escolha do prefeito de Cuiabá entre cinco candidatos inscritos só tenha começado no último dia 1º. de julho, na realidade, não existe ainda uma campanha. Do mesmo modo que não existe uma campanha, não existe também nenhum planejamento visível de governo entre os cinco candidatos. Todos estão mais ou menos dizendo o óbvio superficial. O prefeito Wilson Santos tem se dedicado a prestar contas de sua administração e anunciado que “muita coisa boa virá para Cuiabá”. Mauro Mendes diz que está na disputa para fazer a diferença e que fará tudo diferente de como está sendo feito. Walter Rabello definiu-se no papel de vítima: perdeu o emprego na televisão, o mandato de deputado estadual acusado de infidelidade partidária e não pode mais cantar nos seus shows comerciais. Valtenir Pereira acredita em parcerias público-privadas e conta com a sua performance de votos na última eleição de deputado federal. Por fim, o procurador Mauro prega a ruptura política em favor de uma política que seja dedicada ao trabalhador e à sociedade. Em eleições anteriores, até mesmo na última de governador, não foi diferente. No passado, a eleição começava um ano antes com as articulações dentro dos partidos para a construção das candidaturas. As convenções se realizavam até mesmo em abril. Hoje, os partidos deixaram as convenções para o último dia, 30 de junho. A campanha mesmo só começará em agosto com o início do horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio. Por que? Perguntará o leitor. Pela simples razão de evitar gastos antes da hora. Os candidatos a prefeito e a vereador vão tentar otimizar os recursos para as mobilizações, para contratar os cabos eleitorais, para os comícios, para o pagamento das despesas de estúdios de gravação, impressos, combustível, etc. Como todos esses custos são inflacionados para os políticos, eles aprenderam a racionalizar os gastos. É o que justifica a atual frieza da campanha eleitoral, a 68 dias da eleição. Os planos de governo, por exemplo, para todos os candidatos ainda estão sendo preparados. Mas, ao que tudo indica, salvo um ou outro, serão planos de gabinete. Ou seja, conterão propostas genéricas para problemas genéricos da cidade. Todos falam na saúde precária na capital, falam na educação, falam no transporte coletivo, na coleta de lixo, na infra-estrutura e no abastecimento de água. No saneamento básico, por exemplo, a não ser o prefeito Wilson Santos, também de maneira genérica, ninguém falou ainda. O receio que fica, é o de que os planos a serem apresentados ao longo da campanha e massificados no horário eleitoral gratuito sejam apenas argumentos de campanha e depois da eleição o prefeito se limite a lamentar a administração passada ou erros encontrados. Contudo, uma coisa é certa: a eleição de 2008 está melhor encaminhada pelo eleitor do que as anteriores, quando ele foi mal e mal um personagem secundário. * ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e das revistas RDM e Centro-Oeste [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL