Na corrida da economia mundial deste ano, o Brasil chegou na sexta posição, aproveitando que o combustível no Reino Unido acabou e parou antes da reta final. O Brasil que saiu no início do ano, lá pela 10ª ou mais posição, se beneficiou de algumas potências que tiveram uma série de problemas durante toda corrida. Mas essa sexta posição é temporária porque o nosso carro não é uma Ferrari. Está mais para um fusquinha mesmo. Não é questão de pessimismo e sim realismo. Sem as quatro rodas que dão estabilidade à economia educação, saúde, segurança e infraestrutura o Brasil perde estabilidade e já próximas voltas da corrida do próximo ano, tem tudo para ser alcançado por outras duas novas potências a Rússia e a Índia já nas próximas corridas. Estas duas sim, investiram em educação e agora estão colhendo os frutos, assim como a China, Japão e Coréia do Sul. Sem esse quarteto, já nas próximas voltas, o Brasil corre o risco de derrapar, sair de pista e retornar várias posições atrás. E não é por falta de aviso e nem adianta parar no Box para uma checagem rápida. É preciso trocar a máquina toda. Uma economia alicerçada em quatro pilares que dão estabilidade duradoura. Em poucos anos, os países que saíram da pista ou acabou o combustível estão de volta e acelerando forte. Nossos governantes sabem que sem os quatro pilares básicos, não vamos crescer tanto assim. Podemos até ter crescimento, mas sem desenvolvimento. Teremos muito dinheiro e riqueza circulando com uma população pobre. O mais grave de todos é a educação, pois no caso da infraestrutura vai se investindo a trancos e barrancos. Na segurança, medidas paliativas até que não deixam a situação piorar mais do que já está. A saúde também está numa situação pra lá de grave. A esperança é que com mais investimento é possível reverter o quadro atual, o que não será uma tarefa tão fácil assim. E também não é exatamente para agora. A educação, no entanto, parece não ter solução. Comparada a uma das rodas, a situação é que quebrar a suspensão e fazer com que o país capote. E não há solução à vista. Pelo contrário. Tem um deputado do próprio PT limitando o piso nacional do Magistério a simples reposição da inflação sem ganho real. É mais uma prova de que a educação nunca foi prioridade na prática. No papel, é a melhor do mundo. Anos e anos de descaso na educação pode levar o Brasil a derrapar na corrida. ADILSON ROSA é repórter do Diário