Nosso país vive hoje uma seria crise de identidade moral. Como tal, temos visto uma série de ações protagonizas por alguns políticos que nos deixam perplexos e estarrecidos, com tamanha capacidade de articulação que os mesmos conseguem ter, visando à manutenção do poder pelo poder. Prometo ser o mais eufemista possível em minhas considerações acerca deste tema complexo e de difícil entendimento. A saída, do senhor Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso, João Antonio Cuiabano Malheiros (PR), para tornar-se pré-candidato na condição de vice. Se o mesmo se colocasse na condição de candidato à majoritária, aí, sim, a população entenderia. Dizer que a política é um jogo de xadrez seria chover no molhado. Agora, a movimentação das peças tem que ser feita de forma clara e precisa, para que os jogadores possam pelo menos usar de clareza com seus pares e assim deixar de colocar vaidades pessoais e interesses particulares à frente. O nosso excelentíssimo ex-secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso vinha atuando à frente da Secretaria de forma tênue, apresentando projetos limitados e localizados, sem se preocupar tanto com o direcionamento dos mesmos. O caso mais marcante aconteceu quando ocorreu a liberação de repasse público, da ordem de R$ 193 mil destinados à Igreja Evangélica Assembleia de Deus-Ministério Madureira; nesse momento o Ministério Público Estadual instaurou um inquérito para apurar tais aplicações e o mesmo teria sido conduzido pelo promotor Célio Fúrio. Não estou criando nenhum factóide. Agora, no apagar das luzes, o ex-secretário de Cultura resolve literalmente fazer uso de sua caneta, com a assinatura de um convênio da ordem de R$ 69,5 mil à Prefeitura Municipal de Barão de Melaço, para o Festival Country 2012, e R$ 1,9 milhão para a Associação Orquestra do Estado, que ainda foi beneficiada com prorrogação do contrato para outubro de 2013. Estes dados foram compilados de um grande site da capital. Quando eu fiz a associação da política a um jogo de xadrez fui, sim, empírico em minhas colocações, haja vista que, quer queira quer não, somos, sim, politizados e isso nos permite fazer certas análises e colocações. Vamos observar o desenrolar dos fatos até o dia 30 de junho, período-limite das convenções. Aí, sim, vocês verão o rumo das coisas. Não precisa ser expert no assunto para entender a dinâmica das coisas. Não só a saída repentina do senhor secretário como também para onde as peças desse jogo de xadrez tendem a se deslocar. Basta observarmos onde estão postadas as outras peças do jogo, para que possamos entender a dinâmica da coisa. No jogo de xadrez propriamente dito, o objetivo de cada jogador é colocar o rei adversário sob ataque. Na política o objetivo do rei é atacar seus súditos, até chegar a seu intento, que é levar proteção e garantia de eleição a seus pares, aqueles bem próximos. Desta forma, dando um verdadeiro xeque-mate em seus adversários diretos. Pare o mundo, quero descer! *LICIO ANTONIO MALHEIROS - geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior
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