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ARTIGO
Quinta-feira, 14 de Junho de 2012, 21h:28

LICIO ANTONIO MALHEIROS

No apagar das luzes

Nosso país vive hoje uma seria crise de identidade moral. Como tal, temos visto uma série de ações protagonizas por alguns políticos que nos deixam perplexos e estarrecidos, com tamanha capacidade de articulação que os mesmos conseguem ter, visando à manutenção do poder pelo poder. Prometo ser o mais eufemista possível em minhas considerações acerca deste tema complexo e de difícil entendimento. A saída, do senhor Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso, João Antonio Cuiabano Malheiros (PR), para tornar-se pré-candidato na condição de vice. Se o mesmo se colocasse na condição de candidato à majoritária, aí, sim, a população entenderia. Dizer que a política é um jogo de xadrez seria chover no molhado. Agora, a movimentação das peças tem que ser feita de forma clara e precisa, para que os jogadores possam pelo menos usar de clareza com seus pares e assim deixar de colocar vaidades pessoais e interesses particulares à frente. O nosso excelentíssimo ex-secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso vinha atuando à frente da Secretaria de forma tênue, apresentando projetos limitados e localizados, sem se preocupar tanto com o direcionamento dos mesmos. O caso mais marcante aconteceu quando ocorreu a liberação de repasse público, da ordem de R$ 193 mil destinados à Igreja Evangélica Assembleia de Deus-Ministério Madureira; nesse momento o Ministério Público Estadual instaurou um inquérito para apurar tais aplicações e o mesmo teria sido conduzido pelo promotor Célio Fúrio. Não estou criando nenhum factóide. Agora, no apagar das luzes, o ex-secretário de Cultura resolve literalmente fazer uso de sua caneta, com a assinatura de um convênio da ordem de R$ 69,5 mil à Prefeitura Municipal de Barão de Melaço, para o Festival Country 2012, e R$ 1,9 milhão para a Associação Orquestra do Estado, que ainda foi beneficiada com prorrogação do contrato para outubro de 2013. Estes dados foram compilados de um grande site da capital. Quando eu fiz a associação da política a um jogo de xadrez fui, sim, empírico em minhas colocações, haja vista que, quer queira quer não, somos, sim, politizados e isso nos permite fazer certas análises e colocações. Vamos observar o desenrolar dos fatos até o dia 30 de junho, período-limite das convenções. Aí, sim, vocês verão o rumo das coisas. Não precisa ser ‘expert’ no assunto para entender a dinâmica das coisas. Não só a saída repentina do senhor secretário como também para onde as peças desse jogo de xadrez tendem a se deslocar. Basta observarmos onde estão postadas as outras peças do jogo, para que possamos entender a dinâmica ‘da coisa. No jogo de xadrez propriamente dito, o objetivo de cada jogador é colocar o rei adversário ‘sob ataque’. Na política o objetivo do rei é atacar seus súditos, até chegar a seu intento, que é levar proteção e garantia de eleição a seus pares, aqueles bem próximos. Desta forma, dando um verdadeiro xeque-mate em seus adversários diretos. Pare o mundo, quero descer! *LICIO ANTONIO MALHEIROS - geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior [email protected]

Edição EDIÇÃO 16960




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