ARTIGO
Sexta-feira, 19 de Julho de 2013, 20h:34
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ALECY ALVES
Mais que pacíficos
Com exceção dos atos de vandalismos ocorridos no Rio de Janeiro nos últimos dias, e de alguns exageros cometidos durante as manifestações que tomaram conta do país em junho passado, podemos afirmar que o povo brasileiro é mais que pacífico. É parado! Nossa passividade é vergonhosa. Estamos acostumamos a aceitar tudo que está posto da maneira como nos mandaram, ou seja, goela abaixo, pelo medo de nos arriscar. E ainda, por entender que não adiantaria reagir porque nada, ou quase nada, pode ser feito contra o poder para alterar essa cruel realidade do país. Cruel sim, especialmente quando se trata dos serviços públicos que, sem exceção, são de péssima qualidade e não atendem as demandas da população. Em uma Nação rica como a nossa, onde os cidadãos têm uma das maiores cargas de impostos, uma média superior a 40%, deveríamos viver em um lugar semelhante ao paraíso. Não aquele paraíso pós-morte com o qual esperamos ser contemplados em decorrência das nossas orações e bondade praticadas cotidianamente, e da misericórdia Divina. O paraíso do retorno pelo direito que temos por encher os cofres públicos. Saúde pública de boa qualidade, transporte público e barato, educação de primeiro mundo em todos os níveis de formação, segurança para exercer o direito básico de ir e vir, seriam o mínimo do mínimo. Somos tão acomodados com a situação que chegamos ao ponto de aceitar e reeleger o político que rouba, mas faz. Portanto, a corrupção é uma chaga viva que o brasileiro vê crescer passivamente ao longo de séculos. Ir às ruas é fundamental, porém é pouco! Além de reclamar, não apenas em casa ou entre amigos, precisamos fiscalizar, denunciar e cobrar de quem tem a obrigação de denunciar formalmente e daqueles que ganham para praticar a Justiça, julgar os que cometerem crimes ou, aliviando, desvio de conduta. E, o mais importante, rejeitar nas urnas os maus políticos e gestores públicos e expulsar do poder aqueles que conseguiram chegar lá, por meios que conhecemos bem. Está mais que na hora de tentar recuperar os prejuízos dessa farra recorde de mais de 500 anos. ALECY ALVES é repórter