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ARTIGO
Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009, 23h:46

PAULO ZAVIASKY

Maggi, o concurso e a Unemat

Este assunto é a mesma coisa que andar no fio da navalha. Não tenho nenhum vínculo e nem parentes que eu saiba, estudando ou trabalhando na Unemat. Talvez, estive apenas algumas vezes, como professor convidado na área de jornalismo, como sempre acontece em todas as outras universidades, junto com os gigantes Pedro Rocha Jucá, Eugênio de Carvalho, Adelino Praeiro, João Marinho, entre tantos outros bons, como responsáveis diretos pela história de verdade no jornalismo daqui. Nós criamos, fundamos, erguemos e até hoje amparamos os pilares sólidos de uma semente forte que é o Sindjor, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso. O mesmo com o sindicato dos Radialistas, hoje Sitert, a nossa praia iniciática. Como presidentes, vices, secretários, conselheiros, tesoureiros e oradores. Tenho motivos de sobra para ficar à vontade neste assunto. Quem não conhece e confia no Gaeco e no Ministério Público que ao lado da Polícia Federal nos têm lavado a alma, engomado o espírito e ainda acenderam a luzinha da esperança que quase a perdemos também. Conheço pessoalmente o coordenador do Gaeco, Paulo Prado. E aqui a pergunta: quem não gosta dele? Vou além, perguntando também se há alguém que não admira o governador Blairo Maggi, um dos últimos candidatos a estadista de verdade que conheço. Aceita críticas, não xinga a mãe, analisa veracidades, amadurece fatos e sempre toma decisões corretas. Aqui um adendo necessário: desde a sua posse, seus conselheiros de ouvido o orientaram a jamais se aproximar de mim. Recebi uma dessas gravações gozativas. Tanto é que riscaram meu nome do cerimonial estadual, como a prefeitura daqui, minha terra, também o fez para sempre e nem os reis foram capazes de reverter esse quadro. E, assim, ficamos incomunicáveis exatamente desde o dia de sua primeira posse até hoje. Quanto os conselheiros, já estão, como fizeram até hoje em todos os governos, espalhando-se por este mundão de meu Deus para despencarem de novo por aqui no colo do futuro governador. A única mágoa que sinto, além da inveja danada desses equilibristas é que Maggi rematou fazendo a mesma coisa que seus antecessores. Culminou convidando inimigos de ontem para fazer o seu cafezinho na copa do Paiaguás. Por isso, essas piadas sobre esses eternos “assessores” de governos. Entra um, sai outro, "olhali, eles de novo" em cargos, carguinhos e cargões, seja lá de que partido forem. Portanto, sinto-me à vontade para registrar que o governador Maggi agiu rápida e corretamente ao determinar que a Unemat que é governo, é subordinada à competência governamental mato-grossense, continuasse a sua missão de elaborar o concurso que fracassou, nunca, jamais, por sua culpa. Ora, seria a mesma coisa que culparmos o Lula, a Casa da Moeda ou o Banco Central do Brasil pelo furto de uma nota de dez reais de uma velhinha na saída do Banco do Brasil. Quem elaborou o designer, autorizou a confecção, imprimiu, guardava, distribuiu, sob a égide de potentíssimas seguranças, entre milhares de outros itens protetores, até chegar às mãos da velhinha não foi o marginal que a furtou. O bandido furtou a velhinha e não foi o Brasil o culpado. Em tese afunilada só neste caso. Que culpa poderia ter a Unemat com a capacidade que conhecemos, se entre a intelectualidade de seu quadro e, após a missão cumprida, levar uma culpa que não possui por causa do emaranhado novelo entre a saída da Unemat, o banho-maria dos cofres misteriosos de guarda e os milhares de caminhos percorridos até a carteira do desencanto de nossos jovens. Afinal, a Unemat é uma novel universidade do futuro e jamais foi ou é polícia, pois para tanto, o próprio Estado possui excelentes quadros especializados. Agiu corretamente o governador. Aplaudimos em pé a homenagem ao quadro da Unemat confirmando-a na missão outorgada. Ela também foi vítima. Creio, com isso, contribuir com o Gaeco e com o também competente Paulo Prado que todo mundo gosta dele. E desfazer uma injustiça dolorida contra a Unemat. * PAULO ZAVIASKY é jornalista

Edição EDIÇÃO 16968




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