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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 06 de Agosto de 2011, 12h:58

BRASILMAR NASCIMENTO ARAÚJO

Liberdade, liberdade, liberdade!

A liberdade é um dos direitos imprescindíveis de todo ser humano. É um patrimônio único, intocável. Do camponês fatigado pelo sol escaldante, dos operários que movimentam as esteiras das fábricas aos executivos das grandes corporações. Todos precisam ser movidos pela liberdade ampla e irrestrita, aquela que constrói, liberta da escravidão e da tirania de alguns malfeitores que ainda rondam populações em todo o mundo. “Liberdade consiste no desenvolvimento pleno de todas as faculdades e poderes de cada ser humano, pela educação, pelo treinamento científico e pela prosperidade material”, ressaltava Mikhail Bakunin (1814-1876) – filósofo russo. É a liberdade ao alcance de novas conquistas, para todos, no vasto universo do conhecimento humano. O cerceamento à liberdade a que são submetidas algumas nações, por imposição de governantes arraigados em culturas que destoam do livre-arbítrio. O resultado pode ser trágico. Conflitos que podem arrastar-se por longos períodos e com consequências desastrosas. Os povos não toleram mais sistemas governamentais opressores que dão sustentação, regalias e favorecem o enriquecimento ilícito para aqueles que se perpetuam no topo da pirâmide do poder, causando danos irreparáveis a sua própria gente. Precisamos todos de uma nova ordem universal balizada na educação como o grande paradigma de transformação da sociedade – com os ventos da liberdade soprando em todas as calçadas do mundo. “O homem é, antes de tudo, livre”. Assim ensinava Sartre (1905-1980) - filósofo francês. Liberdade é caminhar por estradas praticamente inacessíveis em busca do bem comum. Como fez o ativista político Martin Luther King (1929-1968), em seu histórico discurso, em Washington (1963), pelos direitos civis dos negros americanos. É sentir-se representado pelo médico indigenista Noel Nutels (1913-1973), que dedicou a vida pelos povos indígenas do Brasil. Gritos de liberdade, em nome da fraternidade e da dignidade humana. Este é o verdadeiro rosto da liberdade que almejamos: restaurar vidas e estabelecer alianças construtivas nos fazendo melhores – fundamentada nos pilares da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que tem por objetivo o resguardo da pessoa, desde a sua primeira publicação, na Pérsia (Irã), em (539 a.C), aos tempos modernos, proclamada pela Organização das Nações Unidas (UNU), em 1948. Discorrer sobre o fascínio que a liberdade nos proporciona é vislumbrar novos horizontes, pela erradicação do trabalho escravo e o fim da coisificação do homem nas periferias das cidades em todo o mundo. Enredado nas teias de políticas públicas caóticas e sem perspectiva de futuro. É acreditar que este homem não será mais refém, em sua própria casa, de desgovernos que abalam os sonhos de ser verdadeiramente cidadão livre. É empunhar uma bandeira cujo ideal culmine com a liberdade para todos aqueles que são encarcerados pelas vias de mão única – a arbitrariedade. Liberdade! Liberdade! “Libertas Que Será Tamen” (liberdade ainda que tardia). Não há como comparar e dimensionar a liberdade: podemos, sim, sentir e vivenciar em nossos corações essa aura que encanta a humanidade. Que sejamos pessoas realmente livres, capazes de trilhar o próprio caminho! *BRASILMAR NASCIMENTO ARAÚJO é articulista e poeta [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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