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ARTIGO
Terça-feira, 04 de Setembro de 2012, 21h:08

ROSIVALDO SENNA

Lembranças!

Recordar é viver? Sim! Com certeza! Alivia a alma, acalma o coração e possibilita uma reflexão total da vida. E permite (não necessariamente nesta ordem) uma visão do presente, passado e futuro. Sim! Também o futuro! Por que não?! Surreal, mas não deixa de ser uma projeção de tudo de bom que poderá vir. Não devemos ter medo do passado, menosprezar o presente e desdenhar o futuro. A vida deve seguir seu curso natural e com boas perspectivas. Aos que defendem a linha de que “recordar é sofrer duas vezes”, ou, “quem gosta de coisa velha é museu”, e assim por diante, com certeza não tiveram um bom passado. Temendo reflexos danosos no presente e temerosos quanto ao futuro se escondem em “frases de efeitos” e posicionamentos machistas - ou assim querendo parecer -, vociferam. Uma coisa que talvez passe esta impressão, mesmo que de forma errônea, é a “ligação” velho-passado. Ou seja, aqueles que chegam a certa idade – depois dos 50 -, passam do real para uma visão mais lírica da vida. Esta dissertação, além de tentar passar uma mensagem otimista sobre uma ligação mais estreita entre passado, presente e futuro, tem também o objetivo e ousadia de buscar alternativa para o mundo, ou aos homens, que a cada dia que passa tornam-se mais materialistas. E também, talvez o mais importante de tudo, aguçar a nossa imaginação e a tolerância. E delas, procurar entender mais a humanidade. Além, é claro, de reviver os bons momentos. Quanto aos maus, sentir-se um sobrevivente e aprender com eles. Até porque, como já dizia Mário Quintana, poeta, tradutor e jornalista brasileiro: “O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente”. Sendo mais específico, que na junção passado-presente de cada um possamos projetar um futuro mais tranquilo, seja de forma individual ou coletiva. E a aprendizagem com o passado não deve restringir-se apenas aos ligados com sentimentos próprios, mas, principalmente, com relação ao que aconteceu e acontece no mundo. Podemos mudar e evitar muita coisa ruim. Ou pelo menos tentar! Os problemas são grandes. Alguns aparecem do acaso, ou pelo acaso. Outros da maldade, da incompetência humana em enfrentar uma situação com inteligência ou do puro e simples prazer em ver o “circo pegar fogo”. Num mundo escasso de boas alternativas e pensamentos positivos, que tal esta reflexão? Confúcio, filósofo chinês, já dizia: “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. Pode até parecer coisa de velho. Porém, faz sentido! ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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