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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 25 de Julho de 2015, 13h:25

GUSTAVO OLIVEIRA

Homem-Formiga

Como já escrevi antes aqui, o universo Marvel é algo importante lá pelas bandas da minha casa, graças aos meus dois nerds. E quando um filme é lançado por esta divisão da Disney, as coisas se agitam. Depois do recente ‘Guardiões da Galáxia’ (2014), mais um representante de segunda grandeza do universo Marvel nos quadrinhos chega às telas: como no filme sobre a equipe esquisitona de heróis interestelares, o principal superpoder de ‘Homem-Formiga’ (2015) é o humor. Não à toa, Peyton Reed, diretor do longa, tem no currículo não aventuras e produções de ação, mas comédias como ‘Separados pelo Casamento’ (2006) e ‘Sim Senhor’ (2008). Se o protagonista cujo talento é encolher e conversar com formigas não tem o charme do Batman ou do Superman, ele bate o engraçadinho Homem-Aranha e rivaliza com o piadista Homem de Ferro na capacidade de fazer rir. A história de Homem-Formiga começa mostrando como o cientista Hank Pym (Michael Douglas) engavetou décadas atrás a tecnologia que desenvolveu, capaz de diminuir ou aumentar o tamanho das coisas – o pesquisador temia então o estrago que essa descoberta poderia fazer se caísse em mãos erradas. Anos depois, um ex-discípulo de Pym, o ambicioso Darren Cross (Corey Stoll, dos seriados ‘House of Cards’ e ‘The Strain’), está perto de replicar o experimento – levando o milionário aposentado e sua filha Hope van Dyne (Evangeline Lilly, da série ‘Lost’) a buscarem uma forma de sabotar os planos do vilão. A solução surge na figura de Scott Lang (Paul Rudd), um exímio ladrão que acaba de sair da cadeia e quer endireitar a vida. Pym convoca Lang a vestir o traje encolhedor do Homem-Formiga para juntos enfrentarem Cross – com o auxílio ainda de um trio de malandros paspalhões e um exército de formigas. A parceria entre o ótimo Michael Douglas e o simpático Paul Rudd – que assina também como um dos roteiristas – funciona na tela como mentor e pupilo. O roteiro brinca com inteligência com as possibilidades risíveis e mesmo ridículas de um sujeito minúsculo que combate o crime montado em uma formiga voadora – sem resvalar, no entanto, para o deboche sem graça de ‘O Besouro Verde’ (2011). Na verdade, nano-herói está grandão: além de topar na trama com o vingador Falcão (Anthony Mackie), o Homem-Formiga foi confirmado na superescalação de ‘Capitão América 3: A Guerra Civil’ (2016). Outro destaque do filme é o personagem Luis: no papel de um latino trambiqueiro e bobalhão, o ótimo ator Michael Peña manda muito bem narrando a Lang as conversas intermináveis e cheias de detalhes que escutou de amigos picaretas em lugares insuspeitados, como uma degustação de vinhos e uma exposição de arte abstrata. Uma boa diversão! GUSTAVO OLIVEIRA é diretor de Redação do Diário. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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