ARTIGO
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014, 20h:31
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THIAGO ANDRADE
Guerra de votos
Esta campanha eleitoral para presidente da República é algo que dá nojo. Está muito pior que as velhas campanhas de Cuiabá em que existia o famoso comitê da maldade. Cada vez que se liga a televisão somos bombardeados por ataques de candidatos, que, ao invés de fazer um debate eleitoral, preferem uma verdadeira guerra votos. É lamentável que tenhamos chegado a esse nível tão baixo na campanha presidencial. Em 2010 tinha uma admiração profunda da então candidata Dilma Rousseff (PT), acreditava que ela seria a pessoa certa para dar continuidade ao trabalho desempenhado pelo presidente Lula (PT). É bom lembrar que naquele momento o Brasil tinha um crescimento expressivo. Recuperava-se de uma crise, o crédito crescia e o emprego também. Mudar naquele momento poderia ser arriscado demais. Quatro anos depois e de um governo sem grandes números para ser comemorado, a presidente Dilma se apresenta em uma campanha raivosa, cheia de ataques pessoais, com ofensas, com armas que jamais pensei que o PT seria capaz de adotar em uma eleição. Mas, é o que temos visto. Primeiro com o Eduardo Campos (já falecido), em tempo recorde o PT ajudou a criar um partido para abrigar pessoas do PSB que não queriam deixar o governo. Nasceu o PROS, sem nenhum ideal, a não ser servir de abrigo. Em seguida, ao ver o crescimento de Marina Silva (PSB-REDE) quando se tornou candidata, a legenda mirou os canhões, mísseis, tanques de guerra, aviões kamikazes para a ex-ministra, foi um massacre sem fim. Bateram em Marina e queriam ver todo o sangue sair do corpo, cair abaixo. O mais ridículo ainda, o presidente Lula, ele mesmo, tão admirado se prestando a esse papel. Tiraram a Marina do segundo turno, ou escolheram enfrentar o senador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB). Os petistas já ganharam dos tucanos por três vezes, contra duas, ou seja, acumularam experiência. Como no momento em que os tucanos governaram o país era de consolidação da economia o discurso contra eles é ainda mais fácil, do que contra Marina. No entanto, por enquanto a turma de Aécio tem conseguido combater o massacre que a petista tenta fazer. A dez dias do pleito é difícil dizer se o tucano vai conseguir resistir ou se vai virar churrasco. THIAGO ANDRADE é repórter