NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 04 de Julho de 2015, 14h:37

GUSTAVO OLIVEIRA

Febre amarela

Os cinemas estão infestados pela febre amarela: coadjuvantes nos dois filmes da franquia ‘Meu Malvado Favoritos’, os diminutos e espevitados minions tornaram-se protagonistas na preferência popular. O sucesso fora das telas, estampando produtos diversos e estrelando vídeos e virais na internet, teve como inevitável consequência as figuraças amarelinhas ganharem seu próprio filme, em cartaz nos cinemas de Cuiabá. Codiretor de ‘Meu Malvado Favorito 1 e 2’ (2010 – 2013), o francês Pierre Coffin, agora em parceira com Kyle Balda, mostra a saga dos minions através dos tempos. Eles surgiram entre os primeiros seres vivos que se movimentaram no barro seminal da Terra para cumprir uma peculiar saga: servir de capangas ao vilão do pedaço. Mas os devotados assistentes também têm a sina de ser sempre responsáveis pela extinção do chefe, por uma traquinagem que passa da medida ou por uma trapalhada em momento decisivo. De tanto dar azar ao patrão, os minions decidem viver isolados por longo tempo em uma caverna gelada, onde sua descontrolada animação dá lugar a uma pastosa depressão. Sem um mestre para servir, eles não enxergam razão para existir. A aflição da turminha dura até 1968, quando três minions, Kevin, Stuart e Bob, partem em missão para encontrar um tipo maligno para seguir. Em uma convenção de vilões realizada nos Estados Unidos, o trio cai nas graças de Scarlet Overkill, britânica com planos maquiavélicos que tem como assistente seu marido, o criador de traquitanas Herb Overkill. A primeira missão confiada aos minions é roubar, em Londres, a coroa da Rainha. O público-alvo de ‘Minions’ são as crianças pequenas, mas a incontestável empatia das criaturinhas contagia também os adultos. Essa aventura solo, que se passa antes das histórias de ‘Meu Malvado Favorito’, destaca o caráter universal dos personagens. Eles expressam sua graça com gags visuais e falam um idioma próprio, onde se pescam expressões em inglês, espanhol, italiano e francês. A proposta da produção do estúdio Universal não é transcender o gênero, como faz o fantástico ‘Divertida Mente’, da Pixar/Disney. Mas o resultado cumpre muito bem a expectativa. E cabe ressaltar a recriação que ‘Minions’ faz da efervescência cultural e comportamental dos anos 1960, embalada pela ótima trilha sonora que traz nomes como Jimi Hendrix, The Beatles, The Who e The Doors. *Gustavo Oliveira é diretor de Redação do Diário. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL