Alemanha ou Brasil? Angela ou Dilma? Rusga ou verbo rasgado? Conselho ou coelho ensopado? Substantivo ou predicado nominal? Crescimento acelerado ou corrupção ao Sul do Equador? Equilíbrio fiscal ou gastos oriundos de mais de um palácio pagos pelo contribuinte que também foi, é, e, será sempre eleitor? Chefe de Estado ou dama das camélias em romance sem autor? Política econômica ou social demagogia? Fome zerada ou violência aquém de qualquer periferia? Casa arrumada ou mesa vazia? Embaixada ou fachada ampliada em mordomia? Receita de bolo ou recital? Forno à lenha ou fogão industrial? Código ou impacto florestal? Reserva petrolífera ou conserva em água, vinagre, azeite e sal? Salsichão ou linguiça artesanal? Repolho ou rúcula antes do prato principal? Aquecimento global ou carbono em créditos fracionados? República Federativa em ordenamento legal ou Estados endividados? Manobrista ou motorista metroviário? Cobradora de ônibus ou magistério com salário defasado? Cascata em corredeira ou queda em cachoeira? Saúde pública ou sujeito simples sem leito hospitalar? Sujeito composto ou sujeito arrolado diante de mais de uma comissão parlamentar? Juros baixos ou ineficácia do verbo governar? Turismo de ponta ou turismo de andorinha em mais de um veraneio europeu? Marília ou Dirceu? Julieta ou Romeu? Tróia ou tramóia? Cascavel ou jiboia? Tartaruga ou jabuti? Laranja ou sapoti? Maracujá ou juá? Mariposa ou marandová? Casulo ou teia de aranha? Casa de castor ou toca de ariranha? Lontra bravia ou piranha dentada? Fada madrinha ou bruxa da vassoura motorizada? Toma lá ou dá cá? Refresco ou mate quente? Vinho branco ou aguardente? Cuca ou brioche de Antonieta? Pá de cal ou picareta? Treta ou sarjeta sem bueiro? Limonada ou limão? Pé de garrafa ou pé de saci? Mula sem-cabeça ou minhocão do Pari? Lenda ou aparição comprovada? Merenda ou mordomia repaginada? Faixa presidencial ou cordão de capoeira? Incumbência ministerial ou rasteira institucional? Tênis de mesa ou pista de atletismo? Mimetismo ou pirataria da mesma caveira? Merkel ou mercado em fim de feira? Torre de Babel ou Torres da pátria brasileira? Diante da arrogância da Dilma, a chefe de Estado alemã, Angela Merkel, deu entrevista à TV alemã ontem à noite na qual mandou um recadinho: Essa senhora vem à Alemanha nos dizer o que temos de fazer? Ora, a Alemanha vai bem obrigada apesar de tudo. Mas vou aproveitar para dar um conselho a ela... antes de vir aqui reclamar das nossas políticas econômicas, por que ela não diminui os gastos do governo dela e também os juros que são exorbitantes no Brasil? Se eu posso emprestar dinheiro a juros baixos e o meu povo pode ganhar juros absurdos lá no país dela, não vou ser eu que direi ao meu povo que não faça isso. Ela que torne a especulação no país dela menos atraente. *AIRTON REIS é poeta em Cuiabá
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