Concordo em tese com a matéria de Adilson Rosa. Porém, o autor misturou alhos com bugalhos: o Esperanto não pode ser incluído numa lista de disciplinas absurdas propostas pelos parlamentares. A proposta de inclusão do Esperanto, do senador Cristóvão Buarque, ex-ministro da Educação, fundamenta-se no fato de que nenhuma língua nacional pode funcionar devidamente, eficientemente, como língua internacional. Apenas o Esperanto, que vem sendo utilizado em mais de 100 países, preenche todos os critérios, inclusive o da neutralidade. AFONSO CAMBOIM, professor, Brasília/DF
[email protected] *** A mesma importância que teve para o repórter em seu artigo, eu tive pelo próprio. Com assuntos mais importantes para reportar, foi logo se preocupar com a inclusão de disciplinas que pra ele podem parecer do mesmo valor que sua reportagem? NELSON SANTOS, autônomo, Amsterdan/Holanda
[email protected] *** Prezado Adilson: Sua preocupação (aliás lídima) com a qualidade do nosso ensino levou-o a conclusões apressadas sobre a introdução do Esperanto nas nossas escolas. O projeto de lei do senador Cristovam Buarque visa tão-somente permitir o ensino/facultativo/ do Esperanto. Na atual situação, é permitido ensinar, por exemplo, o suaíli, o gaélico ou o basco (sem demérito às respectivas etnias), mas não se permite o ensino do Esperanto, pois este não se enquadra na definição de língua estrangeira. O projeto de forma nenhuma torna obrigatório o ensino deste idioma: introduzi-lo-ão aquelas escolas que o julgarem apropriado. Lembro que o Esperanto é um idioma transnacional e neutro, isto é, não privilegia interesses econômicos ou políticos. E já é a 12ª língua mais usada na Internet. Como seu objetivo não é substituir nenhuma língua nacional, contribui para a preservação linguística e cultural dos povos. Os esperantistas não são, em absoluto, contrários ao ensino de idiomas estrangeiros; apenas pleiteiam que todo cidadão deste planeta deveria dominar pelo menos duas línguas: a sua própria e o Esperanto. Aqueles que tiverem tempo, disposição, dinheiro e talento aprendam tantos outros idiomas quanto quiserem ou puderem. Alguns objetam que o ensino do Esperanto roubaria valiosas horas de aula, que poderiam ser dedicadas a idiomas mais úteis. Há várias pesquisas que demonstram o valor propedêutico do Esperanto. Por exemplo, alunos que cursaram um semestre de Esperanto, seguido de mais três de francês, atingiram maior nível de proficiência nesta última língua que aqueles que a cursaram durante quatro semestres consecutivos. Grato pela atenção. Tenho certeza de que você estudará melhor o assunto. FRANCISCO S. WECHSLER, professor universitário (aposentado), Campinas/SP
[email protected] Aumento da conta de energia e interrupções serão discutidos Concordo com os protestos em cima da Cemat sobre esse aumento abusivo nas contas de energia. Porém, cabe um detalhe muito importante nessa questão: o maior vilão dos absurdos nas contas é o governo que cobra quase 42% de ICMS sobre o consumo. Isso ninguém fala, e a desculpa é que a conta é feita por dentro. Ora, bolas, matemática é uma ciência exata: 27% sobre 100 será sempre 27, por qualquer artifício que se cometa. É só vocês pegarem as contas de energia que vai estar lá: ICMS 27%, fazem as contas sobre o consumo em KWh vezes o preço do KWh. Vai dar quase 42%. Eu até já fiz uma reclamação ao Ministério Público sobre essa enganação que fazem sobre os contribuintes. O governo que se diz tão transparente deveria ao menos ter a decência de colocar na conta o valor correto do ICMS que é cobrado, ou seja, 42%. Não levando em conta os 42% que é cobrado e sim os 27% que é imposto goela abaixo aos despercebidos, o valor cobrado de ICMS(27%) em nosso Estado já é o mais alto do país, imagine os 42%. Isso sem falar que é uma maldade o custo dessa energia num Estado tão quente como o nosso. MOISES C. DE MELO, engenheiro, Cuiabá/MT
[email protected] Coligação acusa mortos de votarem em Várzea Grande Quem tem mais de 40 anos deve se recordar com bastante clareza de que nas eleições do padre Pombo e Julio José de Campos, muitos mortos votaram e Julinho ganhou a eleição contrariando todas as expectativas da época. O reforço do Além é uma marca registrada na vida dos Campos, só que desta vez nem os fantasminhas camaradas arrumados pelo Madu foram capaz de ajudar essa família que deverá ser extinta da política mato-grossense, em breve. Buuuuuuuuu, agora se explica com Madu foi reeleito, Buuuuuuuuuu...... RUBENS ALMEIDA, economista, Cuiabá/MT
[email protected] *** Será que um desses ataúdes não foi retirado do túmulo do Quintela? Ou de um daqueles dois que morreram lá pelo sudeste do País, devido a probleminhas com pedras preciosas? ARI OLIVEIRA, professor de gramática, Cuiabá/MT
[email protected] O abismo da educação O problema é...que na maioria das escolas, tanto públicas quanto privadas, o aprendizado não é levado a sério, servindo a escola apenas como depósito de crianças e adolescentes irresponsáveis, com pais irresponsáveis que acreditam que por estarem frequentando a escola já é suficiente. O que mais falta é responsabilidade dos pais, alunos e professores, sem falar de nossa pedagogia ridícula com grades curriculares que não levam a nada e apenas desinteressam o aluno pela participação. LUIZ MARAN, representante comercial, Cuiabá/MT
[email protected] *** Infelizmente, as perspectivas são as piores possíveis para a nossa Educação. Não há interesse nenhum em melhorá-la. A Seduc é um saco sem fundos. Me desculpe o secretário Ságuas Moraes, mas depois que o PT comandou essa pasta as notas do Enem em Mato Grosso despencaram. Há um desmando administrativo e ético nessa Secretaria que deveria ser muito importante, pois dela depende o nosso futuro, mas enquanto a mesma for tratada como patrimônio do Partido dos Trabalhadores e tendo, só como exemplo, sócio como a Milan Móveis, que abocanha quase a metade do orçamento. Nós, o povo, teremos que viver essa situação degradante e deprimente. Aliás, onde está o Ministério Público?, onde está o Tribunal de Contas, que não detecta nem indícios? Pergunto ainda: onde estamos nós, o povo? LEANDRO PINTO DE OLIVEIRA FILHO, autônomo, Cuiabá/MT
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