Dias desses procurando pela Internet descobri que as pias de inox para cozinha não são mais as mesmas. Antigamente, eram vendidas apenas as lâminas de inox, sendo necessário o pedreiro fazer uma espécie de tábua de concreto para ganhar mais durabilidade e resistência. Descobri que as novas são comercializadas com essa camada pronta e o pedreiro só tem o trabalho de instalá-las. Mais - algumas vem com material redutor do barulho da água da torneira que cai na pia. Achei incrível que alguém iria se interessar por um detalhe tão minúsculo como esse. Outro detalhe não esquecido são as pias de canto com duas cubas. Elas foram desenhadas para que cada centímetro fosse aproveitado. O resultado é que a pia de canto ganha cada vez mais espaço nas cozinhas brasileiras. E com certeza, o fabricante que saiu na frente, está lucrando mais. As pias do banheiro também evoluíram. As antigas tulipas deram lugar a uma bacia melhor e, embaixo, existe um armário que substitui aquela caixa com espelho na parte da cima. O bom é que tem gavetas e portas. Trata-se de mais conforto, aproveitamento do espaço e principalmente um preço menor, mas que certamente gera um lucro maior para o fabricante. Isso acontece num momento em que o segmento de materiais para construção está desonerado. Sem uma série de impostos, está barato construir casa. Mesmo assim, os fabricantes disputam pia a pia porque não querem ficar de fora num mercado que não conhece recessão há muito tempo. Os fabricantes investem em seus produtos que precisam evoluir para não ficar de fora, não perder a fatia do mercado. E cada detalhe passa a ser decisivo para o comprador geralmente a mãe numa família média de quatro pessoas num mercado que anualmente movimenta bilhões de reais. O mesmo se aplica em relação aos pisos, o forro que hoje não é mais o de madeira e sim de PVC, politicamente correto. Enfim, uma casa construída há 20 anos para uma de hoje a diferença é gritante. Não dá para não perceber. Porque na educação pública, os nossos dirigentes não trilham o mesmo caminho dos fabricantes de pias, pisos e forros? Pena que não pensem assim, deixando a educação parada no tempo. ADILSON ROSA é repórter